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525 apenados em Itajaí concluem curso para atuar na indústria têxtil prisional

Uma solenidade simbólica marcou a formatura de 525 internos do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí. Depois de 536 horas/aula, os apenados receberam Certificado de Conclusão de curso para atuar nas áreas de corte e costura, manutenção de máquinas e logística. A formação, viabilizada por uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), entidade da Fiesc, vai possibilitar que os internos atuem no Programa SAP Têxtil, iniciativa da Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa.

A ação prevê a implantação de fábricas de produtos têxteis em Chapecó, Criciúma, Itajaí, São Cristóvão do Sul e São Miguel do Oeste. O diretor-geral do Departamento de Polícia Penal, Vladecir dos Santos e a gerente de Trabalho e Renda, Léa Fernanda Mazaro, participaram da solenidade de formatura.

Depois de concluído o treinamento – que envolve cerca de 2,1 mil internos – as cinco unidades estarão aptas a fabricar uniformes escolares e, de acordo com a demanda, poderão ser confeccionados lençóis, fronhas e mantas para os hospitais catarinenses.

A superintendente regional das unidades prisionais do Vale do Itajaí, Marta Regina Ambrósio, destacou a importância da formação. “Oferecer capacitação profissional para os apenados é fundamental para atender as políticas de reabilitação social e econômica do sistema prisional catarinense. O trabalho dá dignidade ao interno, permite que ele receba um salário pelo serviço prestado, cujo recurso financeiro ele pode destinar à família e tem a remição da pena. A atividade laboral nas unidades prisionais também é uma estratégia de segurança”, observou Marta.

Sobre a parceria

O Governo do Estado investiu mais de R$ 30 milhões na construção de galpões e na compra do maquinário, sendo destinados quase R$ 1,1 milhão para as atividades de capacitação de 81 turmas, totalizando treinamentos em cursos profissionalizantes na área têxtil para cerca de 2,1 mil apenados. Além de Itajaí, o projeto também envolveu as cidades de Chapecó, Criciúma, Curitibanos e São Miguel do Oeste.

Quase 5 mil detentos trabalham no sistema prisional catarinense, o que representa cerca de 20% do total. Esse índice já chegou a 31%, porém houve uma redução por conta da pandemia.

Fonte: Secom SC

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