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Acordo Canadá-Mercosul amplia comércio com Brasil

Os acordos comerciais ganham espaço à medida que economias de todos os portes vão percebendo a importância de facilitar trânsito de produtos e reduzir tarifas de comércio exterior. União Europeia (UE) e Mercosul se uniram não faz muito tempo e outro acordo em evidência é o do Mercosul com a EFTA, bloco formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Mas há um outro tratado que chama a atenção por estar aqui no continente americano. E uniria o Canadá ao Mercosul.

Entre esses quatro países fundadores do bloco sul-americano – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – a economia brasileira estaria bem posicionada na parceria com os canadenses. Hoje os investimentos bilaterais entre Brasil e Canadá somam 35 bilhões de dólares. Empresas brasileiras investem em mineração, cimento, aço e alimentação no Canadá. Quem destaca estes segmentos e números é o gaúcho Oscar Berg, que mora por lá e atua como professor e pesquisador em Ciência Política na Universidade de Quebec.

“O Brasil, assim como o Canadá, está nesta jornada da diversificação dos mercados exteriores, então há aí uma confluência de interesses de Estado e até mesmo uma “química” entre os líderes dos dois países”, ressalta Berg, referindo-se ao presidente Lula e ao primeiro-ministro Mark Carney. Berg avalia que ambos têm perfis “bastante pragmáticos” e olham para os mesmos países como possíveis parceiros, principalmente na Ásia. Entretanto, aí também surge uma preocupação dos canadenses quando se fala em futuras parcerias entre Mercosul e China, o que poderia tirar mercado.

O fluxo de comércio entre Brasil e Canadá alcançou 10,4 bilhões de dólares em 2025. As exportações brasileiras para o mercado canadense somaram 7,3 bilhões de dólares, incremento de 14,8% ante o ano anterior e recorde histórico.

Berg também avalia que uma união com o Mercosul seria uma alternativa a um eventual acordo entre Canadá e México em razão do potencial do mercado sul-americano. “O Canadá espera exportar fertilizantes, cereais, produtos da indústria florestal e da transformação alimentar”, assinala, lembrando também que a produção canadense busca se projetar como polo exportador de veículos elétricos, e o Brasil seria visto com um destino de grande potencial no bloco sul-americano.

Na prática

Fonte: O Sul

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