Desde a aposentadoria de D’Alessandro, em 2022, a camisa 10 do Inter teve apenas um único dono: Alan Patrick. De lá para cá, nesta longeva segunda passagem pelo clube, o meia desperta sentimentos diferentes no torcedor colorado. Que costumam variar mais com o desempenho do time do que o do próprio jogador. A fase atual é mais um exemplo disso.
Com Alan Patrick de capitão, sob comando de diversos treinadores nos últimos anos ou opção da equipe de Abel Braga em 2014, quando da primeira passagem, são apenas dois títulos gaúchos no currículo. Números pequenos para a importância da herança de um número e de uma braçadeira simbólicas no Beira-Rio. No entanto, quanto o assunto é pênalti, ninguém o supera. Até aqui foram 27 vezes em que ele balançou as redes adversárias tendo apenas o goleiro como obstáculo distante 9,15 metros do gol.
Ao colocar a lupa nesse tema específico da trajetória de Alan Patrick, é possível enxergar enorme rendimento. Ao todo, ele disputou 244 jogos pelo Inter e marcou 64 gols. Destes, 27 foram da marca da cal, o que representa 42%. O dado só não é maior e passaria a metade dos tentos se ele não tivesse desperdiçado outras oito cobranças, o que totalizaria 35 gols de pênalti pelo Inter. No levantamento, não constam as cobranças em disputas de penalidades.
Com tanto tempo de casa, assim como o antecessor, “Alanpa”, como é carinhosamente chamado pelo torcedor colorado, deixa sua marca também em Gre-Nais. Com o gol na final do último Gauchão, ele chegou a 9 em clássicos, sendo 5 de pênalti. Dificilmente os números de 2025 serão repetidos. Na temporada passada, o meia disputou 50 partidas. Prestes a completar 35 anos, precisará marcar mais 17 gols este ano para os atuais 4 alcançarem os 21 gols no auge dos 34 anos de idade. Dos 21, 13 foram de pênalti.
Fonte: Correio do Povo
