Para um público de mais cinco mil pessoas e acompanhado do pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado (PSD), o vice-governador Gabriel Souza (MDB) lançou sua pré-candidatura ao governo do Estado. O evento oficializou a composição do emedebista, que terá Ernani Polo (PSD) como pré-candidato a vice, e Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD) como os nomes ao Senado.
Nomes históricos do MDB, como o ex-governador José Ivo Sartori, o ex-senador José Fogaça e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, marcaram presença no evento. Além deles, uma série de lideranças do PP, entre ex-deputados e prefeitos, também compareceram. O partido integra a coligação liderada pelo deputado Luciano Zucco (PL).
Assim como o slogan “100% Rio Grande”, a linha adotada pelos integrantes da coligação em seus discursos é de descolamento das eleições nacionais. “Não somos meros emissários e não emulamos a candidatura presidencial que apoiamos”, afirmou Gabriel. Foi neste tom que se deu boa parte da fala de 24 minutos do vice-governador, que alternou entre agradecimentos e críticas aos seus dois principais adversários: Zucco e Juliana Brizola (PDT).
Sobre Zucco, rebateu a afirmação do ex-colega de Assembleia Legislativa de que “gestão se terceiriza”. “O pior lugar do mundo para aprender a governar é na cadeira do governante”, comentou. Do outro lado, acusou a aliança composta por Juliana e Edegar Pretto (PT) de ser um “casamento forçado” que não tem como dar certo.
“Os dois não estão preparados para comandar o Estado, e a prova disso é que não querem debater comigo”, finalizou. O posicionamento foi endossado pelo governador Eduardo Leite (PSD), primeiro a discursar.
Presença de peso, Gabriel chamou Caiado, de “presidente do coração” e não de “estimação” – em uma nova alfinetada aos adversários. “É o nome mais preparado para ser o próximo presidente da República, tanto sob o aspecto moral quanto técnico e de gestão”, afirmou.
O pré-candidato à presidência foi o último a falar, já para um público mais enxuto. Caiado enfatizou os feitos na segurança durante sua gestão no governo de Goiás e distribuiu críticas ao governo do PT. “Bandido não se cria onde o Caiado governa. É a mão pesada, é a mão de um governo que resgatou a segurança de um Estado”, bradou.
Fonte: CP
