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Ar-condicionado: qual a temperatura ideal durante o verão para não prejudicar a saúde?

Com a subida dos termômetros durante o verão, o uso do ar-condicionado deixa de ser luxo e passa a ser necessidade em ambientes de trabalho e residências. No entanto, o que parece um refúgio pode se tornar um vilão para a saúde se o termômetro for ajustado sem critério.

Para garantir a eficiência energética e a segurança sanitária, o mercado brasileiro segue diretrizes rigorosas. Entenda quais são e como otimizar seu uso.

Qual a temperatura ideal do ar-condicionado segundo a Anvisa?

Muitos usuários acreditam que colocar o aparelho em 17°C fará o quarto esfriar mais rápido, mas isso é um equívoco técnico. O compressor trabalhará na mesma potência, apenas por mais tempo, gerando um gasto energético desnecessário.

A Resolução RE nº 9 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o padrão ouro para a qualidade do ar em ambientes climatizados. Ela estabelece que:

Os riscos do uso excessivo e temperaturas muito baixas

O desrespeito às normas da Anvisa não causa apenas desconforto térmico; ele abre portas para quadros clínicos complexos. O uso de temperaturas excessivamente baixas (abaixo de 20°C) de forma prolongada pode resultar em:

Guia do uso consciente

Para unir economia na conta de luz e preservação da saúde, confira estas dicas práticas:

Equilibrar o bem-estar e o consumo consciente é o segredo para um verão tranquilo. Lembre-se: o ar-condicionado deve servir para climatizar, não para congelar.

Qual a recomendação de temperatura ideal para veículos?

Embora a Anvisa foque suas regulamentações, como a Resolução RE nº 9, em ambientes internos e edifícios coletivos, os princípios de saúde pública estabelecidos pela agência servem de norte para o uso em veículos. No carro, a temperatura recomendada por especialistas deve oscilar entre 22°C e 24°C.

O objetivo é manter o condutor alerta e evitar o ressecamento excessivo das vias aéreas em um espaço tão confinado, onde a umidade do ar cai drasticamente de forma mais rápida do que em grandes salas.

 Uso do ar-condicionado em veículos também deve ser com cautela | Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / CP

O uso de temperaturas excessivamente baixas no automóvel, muitas vezes ajustadas no mínimo do aparelho, eleva os riscos de choque térmico e crises respiratórias. Ao sair de um habitáculo “gelado” diretamente para o calor extremo do asfalto, o corpo sofre um estresse cardiovascular súbito.

Além disso, o fluxo direto de ar frio no rosto e no peito pode causar dores musculares e paralisar os cílios das mucosas nasais, que são a primeira barreira de defesa contra vírus e poluentes externos.

Para um uso consciente e saudável, a recomendação técnica é de que o motorista expulse o ar quente acumulado abrindo as janelas antes de ligar o sistema. Outra prática essencial é a troca anual do filtro de cabine, garantindo que o ar circulante esteja livre de fungos e bactérias.

Desligar o compressor alguns minutos antes de chegar ao destino ajuda a secar o sistema e prepara o organismo para a temperatura externa, unindo economia de combustível à preservação da saúde.

Fonte: CP

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