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Bolo de aniversário decorado com rosto de Hitler vira caso de polícia

Uma estudante da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) comemorou seu aniversário com um bolo decorado com o rosto de Adolf Hitler. Em postagem nas redes sociais, a estudante do curso de História Caroline Gutknecht, 24 anos, aparece ao lado do marido na festa. 

Em nota, a universidade se posicionou contra o enaltecimento do nazismo e de seus personagens e disse estar ciente do ocorrido. “A UFPel está acompanhando e averiguando os fatos ocorridos recentemente com a cautela necessária, também para que não aconteçam atos injustos, devido a análises intempestivas de nossa parte”, diz. A informação é da jornalista Mônica Bergamo, da Folha, que procurou Gutknecht mas não obteve resposta.

Diante do caso, a deputada estadual Juliana Brizola (PDT-RS) entrou com uma denúncia no Ministério Público do estado contra a apologia nazista praticada pela estudante. 

No Brasil, a apologia do nazismo é crime enquadrado no artigo 20 da lei 7.716 de 1989, que prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para quem fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas ou outros tipos de propaganda que utilizem a cruz suástica para divulgar o regime de Adolf Hitler.

“Em tempos de proliferação do discurso de ódio, manifestações neonazistas e racistas têm surgido em diversos setores da sociedade, causando a necessidade de ações firmes de todas instituições estatais. É intolerável qualquer manifestação, sob um falso argumento de liberdade de expressão, que faça apologia ao nazismo. Estes símbolos trazem consigo as ideias de intolerância, ódio, racismo e extermínio do outro e não podem, serem admitidas. Neste sentido, conforme documentos acostados a presente, cumpre trazer à tona fato ocorrido pela estudante Caroline Gutknecht, estudante de História da Universidade Federal de Pelotas que fez apologia a símbolos nazistas na comemoração de seu aniversário”, afirmou a deputada à coluna do jornalista Ancelmo Gois.

O número de inquéritos abertos pela Polícia Federal para investigar casos de apologia ao nazismo disparou em 2020, na comparação com a série histórica da última década. Dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que, depois de já registrar alta significativa, passando de 20, em 2018, para 69 registros em 2019, as apurações contabilizadas pela PF somaram 110 no ano passado, o que representa um crescimento de 59% e uma média de um inquérito aberto a cada três dias.

Fonte: O Globo

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