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Brasil e Paraguai impulsionam relações após tensão diplomática

Os chanceleres de Brasil e Paraguai concordaram em fortalecer o diálogo e a cooperação bilateral, durante um encontro nesta sexta-feira em Assunção. A reunião ocorreu após a tensão diplomática gerada por uma operação de espionagem envolvendo a Agência Brasileira de Inteligência.

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou que conversou com o colega sobre a Hidrovia Paraguai-Paraná, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, comércio e combate ao crime transnacional. Também ressaltou a cooperação no âmbito do Mercosul, afirmando que a relação bilateral tem uma base sólida.

Já o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez, destacou o Brasil como principal aliado de seu País. Ele afirmou que “o Brasil é o principal investidor no Paraguai atualmente e o mercado de destino da nossa exportação, e essa relação é chave para o desenvolvimento do Paraguai.”

Cooperação em hidrovias e segurança

A relação entre os dois países esfriou após o escândalo envolvendo uma operação de espionagem brasileira em Itaipu, que veio à tona há quase um ano. Na época, os governos deveriam discutir a tarifa de venda da energia hidrelétrica, mas o impasse diplomático foi superado em novembro passado.

Para virar a página de forma definitiva, Ramírez anunciou que efetivos da Força Aérea do Paraguai vão participar na próxima semana de uma operação com o Brasil. A ação conjunta é destinada a reforçar a segurança nas fronteiras contra o narcotráfico.

A discussão sobre hidrovias é um tema recorrente na agenda bilateral. O ministro brasileiro abordou especificamente a Hidrovia Paraguai-Paraná, um ponto estratégico para o escoamento de produção na região, similar à importância de outras rotas fluviais. Outro aspecto da relação é a busca por acordos que promovam o desenvolvimento, como o recente acordo internacional firmado por Rio Grande.

O chanceler paraguaio também anunciou que o presidente Santiago Peña aceitou um convite do colega Lula para uma reunião sobre meio ambiente no fim do mês, em Campo Grande. Iniciativas para a gestão de recursos hídricos e segurança fronteiriça são fundamentais, assim como as discussões sobre hidrovias, que, por exemplo, levaram à publicação de um decreto que suspende hidrovias na Amazônia.

Fonte: CP

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