Uma comunidade de Ibiraiaras, no Norte do Rio Grande do Sul, relata problemas estruturais na Escola Estadual Indígena Monte Caseros. Além das rachaduras e do piso e teto cedendo, o atendimento de 126 estudantes da comunidade precisa ser improvisado, uma vez que a instituição só tem duas salas de aula.
“O maior problema nosso é a falta da estrutura”, reclama o diretor, Ismael Luis Minozzo.
A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) afirma que uma nova escola deve ser construída, maior e com mais salas de aula. A demanda está na Secretaria de Obras e Habitação, em fase de elaboração do projeto.
Uma das turmas é atendida na varanda da escola, sujeita aos efeitos do tempo. O quadro negro é pequeno e fica apoiado em uma mesa.
“Quando é frio, nós ficamos aqui igual”, lamenta Priscila Salles, estudante de 14 anos.
Uma das duas salas recebeu uma divisória para que mais de uma turma pudesse usar o espaço. A solução improvisada, contudo, trouxe outro problema: sem porta, um grupo escuta a aula do outro.
“Não é aquele ensino de qualidade que a gente gostaria que fosse. O espaço físico, ele deixa muito a desejar aqui na escola”, diz a professora Daniela Xavier.
Pai de um aluno e secretário de Assuntos Indígenas da reserva, Nemias Carvalho cobra mais atenção das autoridades para a situação da escola.
“A gente está aí clamando, pedindo para que as autoridades possam olhar para isso aí, para que a gente possa também ver os nossos filhos estudando, tendo aprendizagem boa, de qualidade”, afirma.
Em 2021, a escola passou a atender todos os anos do Ensino Fundamental, ampliando o número de alunos atendidos. O salão da reserva indígena, que era usado de forma provisória, foi desativado por correr risco de desabamento. A instituição tem 15 funcionários, entre professores, serventes e merendeiras.
Fonte: G1/RS
