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Criação de associação acende alerta no MTG

A criação de uma associação de Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) em Caxias do Sul, na região da Serra, acende a luz amarela no Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Diferente das demais que existem no estado, que funcionam com a concordância e até parceria das coordenadorias regionais, essa surgiu como alternativa e oposição à 25ª Região Tradicionalista (25ª RT), braço no movimento na Serra. E mostra que o conformismo começa dar lutar à mobilização.

A principal queixa em Caxias é que a região, endividada, sequer pode ter conta em banco, estando impedida, inclusive, de formar convênios com órgãos públicos. Tudo tem que ser em dinheiro vivo, até a taxa pela emissão dos cartões de associados (Cartão Tradicionalista). Assim, a associação recém criada pode servir de alternativa para obter essas verbas e encaminhar projetos que possam beneficiar os CTGs. Procurado, o coordenador da 25ª RT, Rodrigo Ramos, não se manifestou.

No âmbito estadual, a principal lição que ficou da última eleição é que metade dos dirigentes dos CTGs já não aceita ter de repassar anuidades de até R$ 1,1 mil (com pagamento de multa em caso de atraso) para bancar a máquina do MTG, sem receber algo em troca. Foi essa a principal plataforma de campanha do candidato derrotado Valmir Böhmer: dar assistência, treinamento, buscar o diálogo e servir de ponte para acesso ao setor público. Tenho para mim que, sem isso, a médio prazo, o MTG não se sustentará. E corre o risco de, assim como aconteceu em Caxias do Sul, fomentar a criação de uma entidade paralela.

Fonte: Giovani Grizotti

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