Ícone do site Tapejara Agora

Defesa do dono do Banco Master vai receber da Polícia Federal conteúdo extraído do celular do banqueiro

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recebeu da Polícia Federal (PF) nessa terça-feira (3) o conteúdo extraído do celular do banqueiro. O compartilhamento ocorre porque os advogados devem ter acesso aos elementos de prova utilizados na investigação, conforme prevê a legislação. O material faz parte das apurações em curso e integra o conjunto de dados analisados pelas autoridades responsáveis pelo caso.

Em nota, a defesa informou que, ao receber o material, iria lacrá-lo na presença de um tabelião. O objetivo, segundo os advogados, é assegurar o sigilo imposto às apurações e evitar vazamentos de dados. As informações, ainda de acordo com a manifestação, só poderão ser acessadas a partir do computador pessoal de Vorcaro, como forma de garantir controle sobre o manuseio do conteúdo.

“O conteúdo extraído de seu telefone celular será disponibilizado pelas autoridades responsáveis pela investigação à defesa em um disco rígido (“hard drive”) devidamente lacrado na presença de um tabelião. Esse material será deslacrado no momento oportuno, também na presença de um tabelião”, diz a nota.

A defesa também afirmou que o material só seria acessado pelo computador pessoal de Vorcaro para assegurar “seu sigilo, evitando-se vazamentos”. O procedimento descrito, segundo os advogados, busca reforçar a confidencialidade dos dados e demonstrar compromisso com as determinações judiciais relativas ao caso.

O entendimento da defesa, conforme informações do Valor, é que o telefone teria conteúdo estritamente pessoal relacionado a Vorcaro. Com isso, a iniciativa de manter todo o material lacrado buscaria resguardar a “intimidade” do banqueiro, ao mesmo tempo em que evitaria insinuações envolvendo a atuação da defesa em eventuais vazamentos de informação. A estratégia, segundo essa avaliação, também teria como finalidade preservar a integridade do material recebido.

Os dados decorrentes da quebra de sigilo estavam sob guarda da presidência do Senado por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que era relator das investigações sobre o Master. A instituição foi alvo de apurações relacionadas a supostas fraudes financeiras e acabou sendo liquidada pelo Banco Central do Brasil em novembro do ano passado.

Posteriormente, quando o ministro André Mendonça assumiu a relatoria dos inquéritos, determinou que as informações fossem encaminhadas à PF e compartilhadas com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). (Com informações do Valor Econômico).

Fonte: O Sul

Sair da versão mobile