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Departamento de Estado dos EUA chama condenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo de “perseguição e manipulação jurídica”

O Departamento de Estado dos EUA chamou a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de “perseguição e manipulação jurídica”.

Na terça-feira (16), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o ex-parlamentar a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto. A decisão foi unânime.

Os ministros consideraram que ele tentou coagir os magistrados e articulou sanções dos Estados Unidos contra o Brasil para atrapalhar o julgamento do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado.

“Este é o mais recente exemplo de perseguição e manipulação jurídica por parte dos tribunais brasileiros contra a oposição política. Os debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, não por condenações”, declarou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA sobre o caso.

O ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso, entendeu que há elementos que comprovam que Eduardo praticou o crime de coação no curso do processo, como acusou a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Eduardo é acusado de promover, junto ao governo de Donald Trump, ações para criar um clima de instabilidade e temor, ameaçando e projetando retaliações estrangeiras contra ministros do STF e do governo brasileiro.

O deputado cassado foi denunciado pela PGR e virou réu no STF. O objetivo das ações dele no exterior, segundo a Procuradoria, era tentar impedir que o seu pai fosse condenado na chamada trama golpista. Bolsonaro foi sentenciado a mais de 27 anos de prisão e cumpre prisão domiciliar.

Fonte: O Sul

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