Ícone do site Tapejara Agora

Deputados do RS aprovam segunda etapa da reforma administrativa de Eduardo Leite; veja o que muda

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou nesta terça-feira um projeto do governo do Estado que dá continuidade à reforma administrativa implementada pelo governador Eduardo Leite (PSDB) neste segundo semestre. A proposta que segue para sanção do Executivo traz mudanças para os agentes da segurança pública e deve ter impacto fiscal de R$ 879,2 milhões até o final de 2026.

A base aliada do governo aprovou a matéria sem dificuldades no Parlamento. Após prevalecer o requerimento de preferência da situação, que impediu o debate e votação de emendas ao projeto, o texto original foi aprovado por unanimidade, com 51 votos. Três deputados não votaram: Jeferson Fernandes (PT); Patrícia Alba (MDB) e Paparico Bacchi (PL).

Serão criadas 757 funções gratificadas (FGs) na Brigada Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Instituto-Geral de Perícia e Susepe. Outra alteração robusta é a extinção do nível III de soldado, pelo qual hoje ocorre o ingresso de brigadianos e bombeiros nas forças de segurança. Assim, o soldado será admitido já no nível II, com salário inicial de R$ 5.944,85 a partir de janeiro de 2025. Só essa mudança impactará os cofres estaduais em R$ 556 milhões nos próximos dois anos.

Apesar de votar a favor, oposição criticou o projeto

A votação unânime se deu após, mais um vez, a situação garantir a aprovação do requerimento de preferência. Portanto, as 12 emendas que propunham alterações no texto – oito da bancada do PT e quatro do deputado Delegado Zucco (Republicanos) -, sequer foram à votação.

Apesar de votar favoravelmente, a oposição fez críticas ao projeto de Leite. “Gostaríamos de melhorar esse projeto, que é fruto de uma resistência dos servidores, especialmente da segurança pública. Não é correto que mais de 30 mil servidores do Estado, profissionais que prestam serviços à população, não tenha tido reajuste nos últimos 10 anos. Foram 6% de reajuste para uma inflação de 70%”, disse o deputado Miguel Rossetto, líder da bancada do PT, a maior do Parlamento.

“É muito importante antecipar a efetivação dos profissionais da Susepe. São mais de 500 profissionais a serem efetivados para qualificar a segurança nos nossos presídios e liberar os policiais da Brigada Militar. Também achávamos necessário corrigir o sobreaviso na Polícia Civil. Não é razoável que quem seja chamado a trabalhar não receba hora-extra”, continuou o parlamentar.

Base de Leite garante continuidade da reforma

Mesmo com agenda em São Paulo, o governador Eduardo Leite mobilizou o Palácio Piratini para aprovar o projeto. O próprio secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos Júnior (PSDB), atravessou a rua Duque de Caxias, que separa as sedes de Executivo e Legislativo na Capital, para articular diretamente com os deputados.

“As reformas são importantes justamente para focarmos nas entregas. A máquina estava asfixiada, tínhamos dificuldades e não se faz políticas públicas sem pessoas. A partir de agora vamos trazer pessoas para dentro e realizar as entregas”, explicou ele que também é o presidente estadual da federação PSDB-Cidadania. Questionado se as alterações caberiam no Orçamento do Estado, disse: “Não estaríamos enviando se não coubesse”.

Líder do governo na Assembleia, o deputado Frederico Antunes (PP) defendeu o projeto e disse que as mudanças são feitas a partir de reinvindicações de servidores: “É a sequência de reforma administrativa pois estamos fazendo também o rearranjo de planos de carreiras que várias categorias solicitavam que fossem adaptadas, com semelhança ao plano federal.

Entenda as mudanças

Fonte: CP

Sair da versão mobile