Deputados estaduais têm debatido sobre assuntos nacionais na tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), na comparação com temas locais. Nas sessões de terça-feira e quarta-feira desta semana, os parlamentares aproveitaram o espaço para abordar questões de debate nacional. Dois exemplos foram os deputados Miguel Rossetto (PT) e Felipe Camozzato (Novo), que se pronunciaram na terça-feira.
Rossetto, em sua fala na tribuna, tratou sobre o fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho, mas trouxe dados estaduais. De acordo com o parlamentar, uma recente pesquisa que aponta que 71% da população gaúcha e cerca de 80% dos moradores de Porto Alegre são contra esse modelo de jornada de trabalho.
Em nota, a assessoria do deputado afirmou que durante a sessão, ele falou sobre o projeto para a contratação emergencial na educação. Após a sessão, no período de comunicação, Rossetto falou sobre a 6×1 pois era um tema do dia, com manifestação em Porto Alegre e em todo o país.
Além disso, o debate estadual aconteceu durante a sessão, e quando este terminou, Rossetto falou sobre um tema que considera central e que está em debate no Senado. “Diante da pesquisa que mostra que a maioria dos gaúchos é a favor do fim da escala 6×1, cobrou que os senadores Mourão e Heinze sigam o exemplo do Paim e votem representando a opinião da maioria da população gaúcha”, diz o texto.
Já Camozzato, em sua fala na tribuna, comentou sobre o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ter liberado R$ 520 milhões para publicidade governamental antes da eleição. O parlamentar observou que até 18 de junho, o governo já tinha gasto mais de R$ 700 milhões em publicidade governamental.
Em nota, Camozzato afirmou que a Fala de Liderança é um espaço de pauta livre, e que os temas discutidos durante o expediente de votação são debatidos nos tempos de discussão e encaminhamento dos projetos, e que foram discutidos e encaminhados os projetos que vieram do Estado.
Segundo Camozzato, a fala no tempo de liderança do Novo foi sobre os gastos de publicidade dos governos Lula e Eduardo Leite (PSD), mostrando semelhança na prática de ambos em usar do recurso público para vender seu governo, para ganhar a popularidade. “Eu dei exemplos da saúde e da educação como áreas que poderiam estar recebendo mais recursos, tanto do governo federal, quanto do governo estadual.”
Fonte: CP
