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Dólar cai a R$ 5,17, menor valor desde maio de 2024

O dólar comercial fechou o último dia da semana em queda de 0,98%, e terminou cotado a R$ 5,176 para a venda, no menor valor desde maio de 2024. Já a Bolsa de Valores brasileira pode bater novo recorde. A uma hora e meia para o fim da sessão, o Ibovespa superava os 190 mil pontos. Se o resultado se mantiver, o índice baterá um novo recorde de pontuação. O mercado financeiro repercute a decisão de hoje da Suprema Corte dos Estados Unidos de considerar ilegal o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump. A divulgação da prévia do PIB (Produto Interno Bruto) americano já influenciava os negócios.

O que aconteceu
Dólar fecha em forte queda. Depois de abrir em leve baixa, de apenas 0,2%, para R$ 5,22, a moeda americana acentuou a tendência no fim da manhã até fechar o dia cotado a R$ 5,176, recuo de 0,98% ante o fechamento de ontem.

A divisa americana está em seu menor patamar desde maio de 2024. No dia 28 daquele mês, o dólar terminou o dia sendo vendido a R$ 5,153. A menor cotação de 2026 foi no dia 27 de janeiro, quando fechou a sessão valendo R$ 5,183.

Bolsa busca novo recorde. Após subir mais 1,35% ontem, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira B3, teve uma abertura negativa, recuando até 1%, para 186.700 pontos antes das 11h. Depois, o indicador recuperou o fôlego, voltando a subir à tarde, com alta de 0,94% às 17h, marcando 190.377 pontos, acima do recorde histórico, de 189.699 pontos, batido dia 11 de fevereiro último.

Ouro e petróleo
Petróleo cede após atingir maior valor em seis meses. Depois de superar patamares não registrados desde junho do ano passado, os preços do barril passaram a ceder hoje. Por volta das 13h, o contrato do tipo Brent negociado em Londres para entrega em abril cedia 0,6%, a US$ 71,22, enquanto o WTI para março recuava 0,7%, para US$ 65,97 o barril.

Cotações dos metais sobem. O contrato do ouro para abril para 100 onças troy (31,1 gramas) avançava 1,5%, a US$ 5.070 por volta das 13h. Já a prata para março ganhava 5,6%, a US$ 81,97 por onça-troy.

Decisão da Suprema Corte derruba parte da política de aumento de tarifas de Trump. A mudança dos ativos dos mercados conincidiu com o anúncio feito pela Corte, que rejeitou a aplicação das tarifas abrangentes pelo presidente estadunidense com base na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional), lei destinada a ser usada em emergências nacionais. Segundo o julgamento, a Constituição do país concede ao Congresso, e não ao presidente, a autoridade para emitir impostos e tarifas.

A decisão da Suprema Corte reduz um vetor importante de incerteza no comércio global e tende a beneficiar exportadores brasileiros, especialmente em setores sensíveis a tarifas. Com menos risco de escalada protecionista, há alívio no câmbio e na percepção de risco, o que ajuda o mercado de capitais e melhora o ambiente para captação.
Gabriel Padula, CEO do Grupo Everblue

Fonte: UOL

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