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Fundos ligados ao PCC cresceram mais de 200% e movimentam R$ 26 bilhões em três anos

operação Fluxo Oculto, um desdobramento da Operação Carbono Oculto, cumpriu mandados no coração financeiro de São Paulo, a avenida Faria Lima. A mira foi apontada para seis fintechs ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que, segundo dados do Ministério Público paulista, registraram crescimento acima de 200% no período de um ano. Essas empresas teriam movimentado R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025 e serviam como “bancos paralelos” do crime organizado.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou sobre o resultado da operação e confirmou montante movimentado pela facção. “Uma movimentação total de R$ 26 bilhões em seis fintechs nos últimos anos, o que acende o sinal de alerta dos órgãos de inteligência”, disse.

Segundo ele, a Receita tem trabalhado para combater o andar de cima do crime organizado ao comentar a nova etapa da Carbono Oculto deflagrada nesta quinta.

“Reforçando que essas fintechs foram identificadas, dadas informações que a Receita passou a receber em meados de 2025, do ano passado, também identificamos a utilização de criptoativos para fim de lavagem de dinheiro e vamos seguir avançando com essas operações”, completou Durigan.

Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, a ofensiva desta quinta-feira identificou quatro fundos de investimento suspeitos de integrar um esquema de desvio de nafta ligado ao PCC. Eles acumulam um patrimônio estimado de R$ 205 milhões.

Ao todo, a operação cumpriu 59 mandados de busca e apreensão em empresas e residências de cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

As investigações do Gaeco, braço do Ministério Público que combate o crime organizado, e da Receita Federal apontam que o PCC estruturou um esquema de abertura em série de empresas em diversos Estados do País para sustentar as fraudes.

De acordo com os promotores, os investigados usavam parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até detentos para registrar empresas que, formalmente, apareciam como compradoras de solventes. Na prática, porém, os produtos eram desviados para a Grande São Paulo.

Fonte: CP

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