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GP da China: Antonelli despacha as Ferrari e vence pela primeira vez na F1

Kimi Antonelli fugiu dos ataques de Lewis Hamilton, aproveitou o enrosco de George Russell com a Scuderia e disparou para fazer história. Depois de 20 anos – Fisichella em 2006 – a Itália tem um piloto vencedor na Fórmula 1, Andreas Kimi Antonelli inaugura o degrau mais alto do pódio com uma corrida dominante no GP da China. Russell formou a dobradinha, com Lewis Hamilton confirmando seu primeiro pódio na Ferrari, e gerando o entretenimento da corrida, em terceiro.

Antes da largada, um anticlímax, com quatro carros parados nos boxes sem largar. As duas McLaren ainda tentaram, mas não conseguiram resolver a falha eletrônica; Gabriel Bortoleto nem foi para dentro da sua Audi, assim com Alex Albon na Williams.

Mas o show tem que continuar e Hamilton disparou novamente com tudo para cima das Mercedes e foi liderar a corrida. Leclerc não conseguiu aproveitar o impulso da largada e ficou preso atrás de Antonelli, superando apenas Russell. Era nítido que a Ferrari precisava ter ambos na frente para dificultar a vida dos alemães; o monegasco não cumpriu sua parte na missão.

Lá atrás, Pierre Gasly e Oliver Bearman deram os grande saltos para formarem como melhores do resto. Max Verstappen viveu mais um pesadelo, afundando na largada, sem potência e tendo que remar tudo de volta. Isack Hadjar completou o dia medonho da Red Bull rodando sozinho.

Desta vez Antonelli não deixou para resolver a vida após algumas voltas, como Russell na Austrália. Despachou Hamilton cedo e foi fazer sua prova de liderar quase de ponta a ponta. O britânico ganhava o passaporte de animador da corrida, tentando segurar Russell; que já pressionava Leclerc.

O trio ficou na trocação franca durante várias voltas; Russel passando Leclerc, mas tomando vários trocos de Hamilton. O balé do novo regulamento da F1 novamente entregando disputa na turma da frente.

Verstappen recuperou algumas posições, mas viu seus pneus macios derreterem. Parou na nona volta, e seguiu castigado pelo destino. Segundos depois, Lance Stroll abandonou com a vibrante Aston Martin, gerando o safety car e detonando mais uma vez os planos da Red Bull.

Quase todo mundo foi para os pits, com exceção de Franco Colapinto e Esteban Ocon, que tinham pneus de composto duro (ok, Alonso também, mas este comboiava o pelotão, tendo que soltar a direção da Aston nas retas, com dores das vibrações). Com as trocas, Leclerc perdeu posições para a Alpine e a Haas; Hamilton ficou com as Mercedes na mira novamente.

Veio a relargada e Hamilton atropelou Russell e Colapinto para pressionar Antonelli. Chegou a entrar na zona de ultrapassagem com os pneus mais aquecidos, pediu potência para o time; mas não conseguiu ameaçar a valer o italiano.

Leclerc demorou um pouco, mas passou Russell e conseguiu ir na carona de Hamilton. Eventualmente, o britânico ativou o “turbo” da Mercedes e passou para tentar perseguir Antonelli. Leclerc fez bem menos força para segurar o rival do que faria no ataque a Hamilton; mais ação para a gente acompanhar.

O monegasco chegou a passar e os dois tocaram rodas na curva longa após a reta de chegada. Hamilton tirando o pé para não bater. Leclerc parecia abrir e até ensaiar um novo ataque a Russell; mas em verdade Lewis estava salvando um pouco de pneus e bateria para retomar a carga pelo pódio.

Quando Leclerc saiu da zona de ultrapassagem da Mercedes; viu o heptacampeão crescer nos retrovisores. Lewis foi com tudo, botou por dentro na curva longa, contornou junto, as Ferrari tiraram tinta uma da outra por sequência de curvas, até o britânico repetir a manobra que tinha feito contra Russell na sprint e assumir o terceiro posto.

Lá atrás, Colapinto fez o que podia e não podia para segurar a turma com pneus mais novos. Verstappen fritou pneu e quase bateu com Hadjar, mas eventualmente passou os dois. Bearman e Gasly aproveitaram para ir embora em quinto e sexto. Max passou meia prova a 2s da Haas sem conseguir passar; até que a Red Bull abriu o bico e ele teve que recolher aos boxes.

Quando Colapinto e Ocon foram para os pits, o francês fez aquela garoteada. Rodou ao tentar atacar o argentino da Alpine e bateu, fazendo ambos rodarem. Liam Lawson da Racing Bulls e Carlos Sainz da inesperada e pesada Williams agradeceram; adiantando-se na briga dos pontinhos.

Na reta final, Kimi perdeu algum tempo com retardatários, mas nunca foi pressionado por Russell. Ainda assim, errou a freada do retão e atravessou a curva. Respirou, voltou para a pista e foi para a galera! Antonelli e a Itália no topo do pódio; com Russell em segundo líder do mundial. Hamilton finalmente voltou a sorrir em terceiro e com uma bela folga para Leclerc; o quarto.

O quinto foi novamente Bearman o melhor do resto com a Haas; seguido de perto por Pierre Gasly num salto de qualidade da Alpine. Liam Lawson colocou de novo seu tourinho nos pontos em sétimo, com Hadjar salvando um mínimo de honra dos touros maiores em oitavo. O nono foi Carlos Sainz, colocando a Williams na festa muito de gaiato; com Colapinto e seu carro todo torto levando o pontinho final da Alpine.

Fonte: CP

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