Parece até mentira, mas não é. Mais uma vez o Grêmio começará um ano sem que a torcida saiba quem será o goleiro ao longo da temporada. Ou melhor, até quando soube quem seria, como no ano passado com Marchesín, nunca pareceu plenamente satisfeita desde a saída de Marcelo Grohe em 2019.
Após liberar Tiago Volpi para procurar outro clube e enquanto vasculha o mercado em busca de outro jogador para a posição, a nova diretoria trabalha na renovação de Grando. Ele reluta em aceitar, pois não quer perder pela terceira vez a chance de jogar. No Grêmio ou fora daqui. Ou seja, até que seja definida a questão do jovem cria da casa e enquanto for desconhecido o outro nome, permanecerá a incerteza sobre o dono da camisa 1 no desenrolar de 2026.
“Quando voltei ao clube ano passado, disse que não precisaria buscar um titular. Seria o Grando com o Adriel de opção. Foi quando veio o Jorge para terceiro, mas na época a pressão era por uma contratação”, garante Mateus Framer, preparador de goleiros durante o ano passado e desligado durante as férias. Grando conta também com a admiração do chefe anterior. “Quando cheguei, ele estava para ser dispensado em recuperação de lesão no joelho. Treinamos ao meio dia, ele se recuperou e voltou para a base. Quando puxei para quarto goleiro, ele renovou pela qualidade que tem”, recorda o preparador Mauri Lima.
Gabriel Grando tem contrato com o Tricolor até o final de 2026 | Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA / CP
Grando está desde os 14 anos no clube, mas no pouco tempo com o outro colega, Framer garante: “Com certeza o Volpi, se for para a reserva, vai trabalhar da mesma maneira no dia a dia porque é um baita profissional e jogar no Grêmio era o sonho dele”. Além de Volpi e Grando, se reapresentaram os goleiros Jorge, o jovem Thiago Beltrami e o recém egresso do sub-20, Gabriel Menegonn.
Um time inteiro pós Marcelo Grohe
Paulo Victor, Phelipe Megiolaro, Vanderlei, Júlio César, Brenno, Gabriel Grando, Adriel, Rafael Cabral, Marchesín, Caíque e Tiago Volpi.
Fonte: CP
