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Ibiaçá pode ter prejuízos de mais de R$ 163 milhões com estiagem, aponta Emater

Um levantamento realizado pela Emater de Ibiaçá aponta que os produtores do município podem passar dos R$ 163 milhões em prejuízos causados pela estiagem. O Laudo Técnico considera as atuais perdas com a escassez de chuva, que afeta especialmente a cultura do milho, e faz projeções para as lavouras de soja – esta, com mais de 20 mil hectares de área plantada.

De acordo com o documento, as precipitações pluviométricas estão abaixo da média climatológica desde outubro do ano passado. Em dezembro, por exemplo, o sistema de monitoramento das chuvas gerenciado pela Cooperativa Coofiume registrou apenas 10 milímetros de precipitação durante o mês inteiro – um recorde negativo para o período em 28 anos.

O laudo aponta prejuízos nas culturas de soja, milho silagem, milho grão e bovinocultura de leite. Juntas, essas culturas somam R$ 163.617.849,60 de projeção de perdas, com destaque para o milho grão, que passa de 60% de queda na produtividade.

Para a soja, considerando a manutenção dos índices pluviométricos para as próximas semanas, a projeção de perdas é de 58,33%; milho silagem, 40%; e bovinocultura de leite, 30%. O documento serviu de embasamento técnico para o Decreto de Situação de Emergência, publicado na semana passada pelo Governo Municipal.

MILHO GRÃO
Com 3,5 mil hectares de área plantada, o milho grão é o maior prejudicado pela estiagem. A estimativa de produção caiu de 9,6 mil kg/ha (quilos por hectare) para 3,6 mil kg/ha – uma redução de 62,5% e prejuízo estimado em mais de R$ 30,8 milhões. As lavouras plantadas depois do dia 15 de setembro podem chegar a 80% de perdas, conforme a Emater.

MILHO SILAGEM
O milho cultivado para fins de alimentação animal tem estimativa de perda menor, uma vez que a silagem é produzida utilizando toda a planta. No entanto, de acordo com a autarquia, o alimento apresenta baixa qualidade nutricional, devido à falta de espigas nas plantas, causada pela não polinização.

SOJA
A soja é a principal cultura cultivada nas lavouras de Ibiaçá. Com 20,5 mil hectares de área plantada no município, a cultivar apresenta uma estimativa de perda de 58,33%, reduzindo a projeção de colheita de 65 sacas por hectare para 25 sacas por hectare. No caso da oleaginosa, a Emater fez uma projeção considerando que os índices pluviométricos se mantenham abaixo da média nas próximas semanas.

BOVINOCULTURA DE LEITE
A bacia leiteira do município também será afetada pela estiagem. De acordo com a Emater, a falta de chuva atinge a produção de leite porque o sistema produtivo predominante é o extensivo, modo em que a alimentação dos animais é baseada em pastagem. Esta, conforme o levantamento, é considerada “crítica”, uma vez que a falta de chuva impede o rebrote da planta. No caso da bovinocultura de leite, a autarquia estima um período de seis meses para normalização.

Fonte: Rádio Tapejara


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