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Impostos sobre combustíveis aumentam em junho e julho; Petrobras pode agir para compensar as altas

Greve de caminhoneiros causa desabastecimento de combustível em postos de gasolina da cidade de Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.

Duas rodadas de aumento na tributação sobre combustíveis estão previstas para os próximos meses no País, o que deve impactar os preços ao consumidor final, pressionando-os para cima.

Porém, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que a Petrobras pode agir para impedir ou pelo menos atenuar as altas nos preços em razão da elevação de impostos.

Para isso, a empresa teria que reduzir os valores dos combustíveis quando os aumentos de tributos começarem a valer.

No início de junho, os Estados promoverão alterações no formato de cobrança do ICMS sobre a gasolina. O tributo estadual, até então calculado em porcentagem do preço (de 17% a 23%, dependendo da unidade da Federação), passará a incidir com uma alíquota fixa, em reais, de R$ 1,22 por litro.

“A média das alíquotas dos Estados atualmente fica em torno de 19%, o que representa R$ 1,0599/litro. Com a vigência do valor ad rem, de R$ 1,22/litro, a partir de 1º de junho, ocorrerá um aumento médio de R$ 0,16/litro, o que representa um aumento médio de 22% no preço final ao consumidor, na média Brasil”, estimou o Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Tributos federais em julho

Já no começo de julho, o governo federal retomará a tributação com alíquota cheia do PIS/Cofins sobre gasolina e etanol. A expectativa, com isso, é de que o preço suba cerca de R$ 0,22 por litro no caso dos dois combustíveis, segundo cálculos do governo.

Fonte: O Sul

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