O Inter vive os seus primeiros capítulos do Campeonato Brasileiro tentando responder a uma pergunta incômoda: como um time cercado de tantas convicções chegou à sexta rodada com apenas dois pontos e na última posição da tabela? A derrota por 1 a 0 para o Bahia, no domingo, no Beira-Rio, consolidou um começo que já entrou para a história como a pior campanha colorada na era dos pontos corridos, iniciada em 2003. Ainda assim, os dirigentes mantêm a convicção de que o futuro será melhor.
Dentro do vestiário, o clima é de realismo. Alguns jogadores já admitem que, neste momento, a disputa mais concreta é para se afastar da zona de rebaixamento. Fora dele, a direção prefere manter o discurso de confiança em uma recuperação. O executivo de futebol Fabinho Soldado reconhece que o desempenho está muito distante do esperado, mas descarta a possibilidade de o clube viver uma temporada lutando contra a queda.
“Não estamos na colocação que queríamos. Mas temos potencial para melhorar muito. Não pensamos nisso. Não vai ser uma realidade ganhar o campeonato, mas também não vai ser para brigar contra o rebaixamento. A nossa briga é em um nível que não é o que estamos hoje”, afirmou Fabinho.
Nos bastidores, há o entendimento de que o time apresenta fragilidades defensivas que precisam ser corrigidas. No setor ofensivo, o diagnóstico passa menos pela criação e mais pela finalização. As oportunidades aparecem, mas os gols não. Ao mesmo tempo, a avaliação é de que o grupo possui qualidade suficiente para competir em outro patamar na tabela.
A comissão técnica trata o momento como um período de instabilidade em uma equipe que, segundo sua própria avaliação, possui um modelo de jogo bem definido dentro das ideias de Paulo Pezzolano. A aposta é que um resultado positivo possa alterar rapidamente o ambiente. “Estamos fazendo muitas coisas bem e estamos perto. Se continuar puxando, vamos vencer. Eu falei isso para os jogadores. Confiamos no trabalho e na energia que eles entregam no dia a dia. Tenho confiança de que estamos perto de sair dessa situação”, disse o auxiliar Esteban Conde após a derrota para o Bahia, já que Pezzolano cumpria suspensão. Ou seja, mesmo após o revés, ele procurou reforçar a confiança no trabalho desenvolvido.
Por enquanto, o Inter segue dividido entre os números, que o colocam na lanterna do Brasileirão, e a esperança de que uma vitória aconteça logo. A boa notícia é que o Brasileirão segue e os colorados já viajam hoje para enfrentar o Santos, amanhã, na Vila Belmiro.
Fonte: CP
