Aqueles que assistiram ao filme dos bastidores do título gaúcho, divulgado pelo Inter nesta semana, perceberam que os discursos de mobilização antes de cada jogo foram extremamente fortes de todos os lados. Havia uma exigência para ser campeão, uma imposição para a conquista da taça, interrompendo a sequência do rival e encerrando o próprio jejum de títulos. Agora, após a missão ter sido concluída, a preocupação é manter a “corda esticada” para os primeiros compromissos tanto na Libertadores quanto no Brasileirão, mas sem exercer pressão sobre o grupo. Internamente, o entendimento é que a carga sobre os jogadores na reta final do Gauchão foi quase excessiva.
Antes do primeiro treino realizado após o título, nesta quinta-feira, Roger Machado conversou com o grupo de jogadores. Além de felicitá-los pela conquista, ele alertou que o título gaúcho foi importante para o clube e também para os jogadores, mas que a busca por novas conquistas seguirá. Apesar de os concorrentes agora serem de outro nível, existe a expectativa de o Inter entrar nas três competições que lhe restam na temporada − Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão − em condições de pelo menos disputar o título.
Por outro lado, a comissão técnica trabalhará a intensidade dos treinamentos de forma diferente. Como o Inter terá uma sequência muito intensa de partidas a partir da estreia no Brasileirão, no próximo sábado, contra o Flamengo, no Maracanã, será preciso administrar a carga psicológica sobre o grupo. Ou seja, o objetivo é buscar manter a mobilização, mas sem a pressão excessiva que houve no período em que o time decidiu o Gauchão.
Além disso, Roger investirá uma parte dos próximos treinamentos no aprofundamento do conhecimento de todos os jogadores sobre a forma de atuação da equipe. Afinal, todo o grupo será importante para suportar a sequência de partidas. Afora os jogadores que finalizaram o Gauchão, Roger também passará a contar com Juninho, que pode estrear contra o Flamengo, Óscar Romero e Diego Rosa.
Fonte: CP
