As Forças de Defesa de Israel anunciaram, neste domingo (15), que lançaram uma onda de ataques em larga escala contra o oeste do Irã, no 16º dia de sua ofensiva conjunta com os Estados Unidos contra o país.
“As Forças de Defesa de Israel iniciaram recentemente uma onda de ataques em larga escala contra a infraestrutura do regime terrorista iraniano no oeste do Irã”, afirmou o exército em comunicado.
O anúncio ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. O grupo Hezbollah relatou na noite de sábado (14) que está envolvido em “combates diretos” com o exército israelense na cidade de Khiam, no sul do Líbano, enquanto a Guarda Revolucionária Iraniana prometeu “caçar e matar” o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu. “Se este criminoso e assassino de crianças ainda estiver vivo, nós o caçaremos e o mataremos com todas as nossas forças”, declarou a força em seu site, Sepah News.
No próprio Irã, autoridades prenderam pelo menos 20 pessoas na província do Azerbaijão Ocidental, no noroeste do país, acusadas de “transmitirem informações sobre instalações militares, policiais e de segurança para o inimigo sionista”, segundo a agência de notícias Fars.
A escalada do conflito se reflete também em países vizinhos. Autoridades iraquianas expressaram preocupação com repetidos ataques com drones perto do aeroporto de Bagdá, que ameaçam diretamente uma prisão de alta segurança onde suspeitos de jihadismo do grupo Estado Islâmico (ISIS) estão detidos. Fortes explosões atingiram Manama, capital do Bahrein, enquanto a Arábia Saudita afirmou ter destruído dez drones no leste do país e em Riad, e os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado drones e mísseis que tinham como alvo o território nacional.
Efeitos no esporte
A guerra levou ao cancelamento dos Grandes Prêmios de Fórmula 1 do Bahrein e da Arábia Saudita, informou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) no sábado (14).
Apesar da instabilidade, a seleção iraquiana de futebol viajará ao México para disputar a repescagem da Copa do Mundo de 2026, segundo o presidente da federação nacional, Adnan Dirjal.
Três jogadores iranianos que haviam recebido asilo na Austrália decidiram retornar ao Irã, informou o secretário do Interior australiano, Tony Burke. Outra integrante da equipe que buscava refúgio também deixou o país no início da semana, restando apenas três dos sete solicitantes de asilo do elenco em território australiano.
Fonte: O Sul
