O Itamaraty expressou nesta sexta-feira (8) indignação à embaixada dos Estados Unidos por uma publicação nas redes contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que é também encarregado do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O Ministério das Relações Exteriores convocou o chefe da embaixada americana, Gabriel Escobar, depois que sua representação publicou na quinta-feira na rede social X que Washington está “monitorando de perto a situação” de Moraes, considerado o “arquiteto da censura e perseguição” a Bolsonaro.
Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, Escobar foi recebido pelo embaixador Flavio Goldman, interino da Secretraria de Europa e América Latina.
Segundo diplomatas a par das conversas, Goldman expressou que, para o governo, as publicações configuram “clara ingerência” em assuntos internos e “ameaças inaceitáveis” a autoridades públicas nacionais.
A mensagem compartilhada pela Embaixada é a tradução de uma postagem anterior, do subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA, Darren Beattie.
Na mensagem, Beattie pediu para que outros magistrados não apoiem Alexandre de Moraes. “Os flagrantes abusos de direitos humanos cometidos por Moraes lhe renderam uma sanção Global Magnitsky do presidente Trump”, disse o agente.
Alexandre de Moraes foi alvo de sanções do governo dos Estados Unidos via Lei Magnitsky. O dispositivo norte-americano impede Moraes de acessar o país, de movimentar bens e de ter acesso a serviços de empresas norte-americanas. Até o momento, a norma só tinha sido usada para punir violadores de direitos humanos, ditadores e criminosos.
Fonte: CP
