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Justiça Eleitoral completa 90 anos com desafios

A Justiça Eleitoral completa nesta quinta-feira 90 anos de criação em um momento de intensa influência da questão digital. Exemplo disso, é o amplo debate em relação ao impacto do funcionamento de aplicativos de trocas de mensagens e o combate às fake news. Se quando a instituição foi criada uma das inovações foi a adoção do voto secreto, agora é garantir que o eleitor não seja influenciado com conteúdo falso, por exemplo. 

Ao conceder a primeira entrevista coletiva como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin destacou o desafio de enfrentar os efeitos negativos provocados pela desinformação à imagem da Justiça Eleitoral. Também defendeu a urna eletrônica e reafirmou a confiança do sistema eletrônico de votação, implantado progressivamente no país a partir de 1996. A própria urna, que foi implementada para dar mais transparência e segurança ao processo, tem sido alvo de ataques e críticas. “E nós da Justiça Eleitoral não temos nenhum pretexto a dar para que o resultado das eleições seja colocado em dúvida”, complementou o presidente do TSE.

Sobre a eleição deste ano, um desafio recai sobre o uso do aplicativo Telegram como ferramenta para propagar conteúdos falsos. Segundo Fachin, não havendo pronunciamento legislativo sobre o tema, “é possível que o Poder Judiciário seja provocado a se manifestar”. “Nós estamos examinando, até por cautela e precaução, as experiências existentes em outros países”, afirmou.

Corte teme violência

Também afirmou que a Corte teme atos de violência nas eleições deste ano. Segundo ele, a votação segura é o principal lema de sua gestão, que se estende até agosto, prazo para que candidatos apresentem registro de candidatura. De acordo com Fachin, estão marcadas reuniões com órgãos de segurança pública e autoridades para tratar do tema. Na última eleição, o presidente Jair Bolsonaro sofreu um ataque a faca durante a campanha e, nesta quarta-feira, o ex-presidente Lula mudou-se de São Bernardo do Campo para São Paulo por motivos de segurança.

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Fonte: Correio do Povo

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