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Justiça venezuelana liberta 379 presos políticos após a promulgação da lei de anistia

A justiça venezuelana concedeu liberdade a 379 presos políticos na noite de sexta-feira (20), um dia após a aprovação da lei da anistia, anunciou neste sábado (21), o governo interino do país.

Horas antes, a presidente interina Delcy Rodríguez havia defendido a medida em um discurso na televisão estatal, afirmando que ela representa um passo na construção de “uma Venezuela mais democrática, mais justa e mais livre”.

Embora o governo Rodríguez tenha concedido liberdade condicional a 448 membros da oposição logo após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro, quase 650 pessoas permaneciam encarceradas antes desta última rodada de libertações. Especialistas, no entanto, questionam o alcance desta lei, já que centenas de detidos, incluindo militares acusados de “terrorismo”, poderiam não ser contemplados pela medida.

Familiares de presos políticos acampam em frente às prisões venezuelanas desde 8 de janeiro, quando o governo anunciou o processo de libertação.

Também na sexta, mas durante a madrugada, o líder da oposição venezuelana, Juan Pablo Guanipa, aliado da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, anunciou que estava “totalmente livre”.

Ele ficou detido por nove meses sob acusações de conspiração e, após ser solto no último dia 8, foi preso novamente poucas horas depois acusado de violar a liberdade condicional. Desde então, Guanipa estava em prisão domiciliar.

A anistia faz parte da agenda de Rodríguez, assim como uma maior liberalização do petróleo e uma retomada das relações tensas com os Estados Unidos, rompidas desde 2019.

Fonte: O Sul

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