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Orçamento do Inter para 2026 não prevê redução da dívida

O orçamento para 2026, apresentado pela atual gestão e que será votado pelo Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira, expõe a incapacidade do Inter de enfrentar seus problemas financeiros. Em vez de reduzir gastos ou projetar a amortização da dívida, que deve se aproximar de R$ 1 bilhão até o fim deste ano, o documento simplesmente empurra a crise para frente.

Segundo o planejamento ao qual o CP teve acesso, os custos do departamento de futebol chegarão a R$ 406,5 milhões no próximo ano, enquanto a previsão de superávit é de apenas R$ 530 mil, um valor irrisório diante do tamanho do endividamento colorado, que era de R$ 860 milhões em dezembro de 2024.

O orçamento, datado de 19 de novembro, chega a considerar receitas de competições da Conmebol (cerca de R$ 23 milhões entre bilheteria e direitos de transmissão) mesmo após o Inter fracassar na tentativa de se classificar para a Libertadores ou para a Copa Sul-Americana, tornando tais entradas absolutamente inexistentes em 2026. Ainda assim, o documento projeta um resultado praticamente zerado, sem qualquer margem que permita reduzir o passivo ou diminuir o custo financeiro da dívida, que segue pressionando o caixa do clube.

Outro ponto que chama a atenção é a expectativa de aumento nas despesas financeiras, mesmo com a previsão de queda na taxa Selic ao longo de 2026. Na prática, isso significa que o clube deve assumir novos financiamentos ou manter um nível de endividamento elevado, ampliando um problema que já compromete operações básicas.

A folha salarial do futebol permanece estável, indicando que o Inter continuará gastando mais do que pode, enquanto as despesas gerais, administrativas e comerciais crescem 14%, reforçando uma certa falta de austeridade. Nesta terça-feira, o clube foi alvo de um transfer ban da Fifa por estar inadimplente com o pagamento a outros clubes.

Assim, fica evidente que, no momento em que deveria apresentar um planejamento capaz de reequilibrar as contas, o Inter projeta um orçamento que ignora a urgência de sua situação financeira e adia, mais uma vez, a solução de problemas que se acumulam há anos.

Fonte: CP

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