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Os aprendizados da missão gaúcha na Holanda

Após uma maratona de visitas, reuniões e apresentações nos últimos dias, a comitiva gaúcha vai encerrando a sua missão na Holanda e agrupando aprendizados. Afinal, o que está sendo levado de experiência e conhecimento para o Rio Grande do Sul? Integrantes da missão identificaram algumas das contribuições que estão levando na bagagem.

Autoridade da água

A gestão dos projetos e dos recursos hídricos de uma forma geral ganhou espaço na missão, especialmente após reunião na Waterschap Hollandse Delta, que é uma das autoridades da água na Holanda. O tópico da governança é sensível, visto que existem estruturas políticas e administrativas diferenciadas no Brasil. Ficou evidente que é fundamental a criação de um organismo que perpassa as esferas de governos e que faça a administração dos projetos e sua posterior manutenção, garantindo mais estabilidade a longo prazo. No Estado, o governo ampliará a formulação dessa estrutura.

Espaço para o rio

O conceito “Room for the River”, ou apenas espaço para o rio, foi uma solução desenvolvida na Holanda após a enchente de 1995. O conceito é analisar como alguns trechos de rios podem ser desviados provisoriamente para reduzir a vazão sobre outras cidades ou regiões. Os dois projetos conhecidos já foram testados em períodos de cheias e funcionaram. No caso do RS, uma adaptação poderia funcionar na região do Vale do Taquari.

Protocolos

A definição de protocolos claros de ação para casos de inundações e outros eventos climáticos extremos também é um campo que os governos brasileiros precisam avançar. Na Holanda há sistemas claros, mas complexos sobre os níveis de ação, tempo de resposta e preparação. Por exemplo, a divulgação da informação de uma inundação pelo poder público desencadeia uma série de ações, dependendo do nível, a evacuação de regiões. A saída das áreas de risco é voluntária e tem alta adesão.

Novas tecnologias

Com a visita a tantos projetos que trazem novas soluções sustentáveis e urbanísticas, a gama de oportunidades é grande. Uma dessas iniciativas que chamou muito a atenção foi o projeto que prevê a criação de barreiras com estruturas plásticas e que utilizaram-se da própria água para conter cheias. Em outras palavras, substitui os tradicionais sacos de areia. Entre outras vantagens, está o fato de ser móvel e flexível, facilitando a sua adaptação, mas também por ser empilhável e aproveitar-se da própria água para manter-se firme.

Educação

A cultura da prevenção não é um processo fácil e rápido. Ao contrário, requer constante atualização e formação, especialmente na fase escolar. No âmbito do Estado essa demanda integra a Política de Proteção e Defesa Civil, sancionada no ano passado. A intenção é construir formação em parceria com a secretaria de Educação. Em Porto Alegre, a prefeitura pretende reforçar a estrutura de educação ambiental.

Ideias para levar para Porto Alegre

A comitiva da Capital gaúcha que foi à Holanda conheceu nessa quinta-feira o processo de revitalização de Oosterlingen. O projeto consiste em vários prédios, que unem moradorias e comércio e trazem diferentes soluções sustentáveis, mas preservando o perfil histórico da região, que era uma antiga área portuária.

Fonte: CP

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