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Por que o PIB do Brasil está crescendo, mas a melhora não chega no bolso das pessoas? Economista explica

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai divulgar dia 1º de setembro o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) relativo ao segundo trimestre deste ano. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país. A expectativa de economistas é que haja um crescimento de 0,3% em relação ao trimestre anterior, janeiro, fevereiro e março, e um crescimento de 13% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. 

Apesar do crescimento da economia, os cidadãos não têm sentido diretamente a melhora dos índices. A economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, explica o cenário. “O que explica essa diferença de crescimento é lembrar que no ano passado o impacto da pandemia foi muito forte nesses meses, justamente nesses meses de abril, maio, junho, a economia ficou praticamente parada, então quando a base de comparação é muito baixa a gente tem um aumento muito significativo, que é esse crescimento de 13%, quando a gente compara esse trimestre com o trimestre que foi muito impactado pela pandemia. Já quando a gente olha o primeiro trimestre desse ano economia já estava em processo de normalização, a gente teve também o impacto da segunda onda, mas ele foi um pouco ali igual nos dois trimestres, um pouco mais no final do trimestre passado e um pouco mais em abril, então por isso a gente veja um crescimento marginal já bastante baixo.” 

A economista explica quais os setores projeta mais positivamente para o crescimento do PIB. “Muitas pessoas ainda não sentiram os benefícios desse crescimento, a pandemia impactou muitos setores da economia, alguns de forma mais forte do que outras, então a gente pega, por exemplo, setores que prestam serviços para famílias, viagens, hotéis, restaurantes, eventos, são setores que ainda não voltaram, que aguardam o avanço da vacinação para que eles voltem a funcionar normalmente, então alguns setores ainda são impactados pela pandemia. Por outro lado a gente tem setores que cresceram bastante, inclusive por causa da pandemia como tecnologia, alguns serviços financeiros, as exportações brasileiras. Os setores que foram mais impactados são também os setores que mais empregam, então por isso que a taxa de desemprego está muito alta, apesar no PIB já ter voltado para o patamar pré-pandemia.”

Rafaela explica ainda o porquê da sensação de que a melhora dos índices não chega aos cidadãos. “Os setores que estão mais ao nosso redor são exatamente de setores foram mais afetados enquanto os setores que estão recuperando de maneira mais rápida não são setores que estão no nosso dia a dia, na nossa convivência, e principalmente, não são setores que mais empregam, então com isso o cidadão costuma ter essa impressão de que a economia não está crescendo tanto quando a gente vê nos números agregados.”

Fonte: Itatiaia

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