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Professores estaduais protestam por reposição salarial em frente ao Piratini, em Porto Alegre

Professores estaduais de várias cidades gaúchas se reuniram em ato público nesta terça-feira em frente ao Palácio Piratini. A garoa fina que caía no momento do ato não intimidou os professores, que estavam organizados com um caminhão de som e muitas faixas em mãos. O objetivo da manifestação era exigir a reposição salarial para toda a categoria, composta por professores, funcionários de escola e aposentados. 

Na última quarta-feira, o governador Eduardo Leite protocolou na Assembleia Legislativa uma proposta de reajuste que deixa grande parte dos educadores de fora e por isso não foi aprovada pelo Sindicato dos Professores e Funcionários de Escola do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers).

A presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, ressalta que há sete anos a categoria passa por um arrocho salarial extremo. “Professores e funcionários de escola, na ativa e aposentados, já têm seus salários reduzidos em 52,6% pelo não repasse da inflação. Somos uma categoria só. Queremos valorização, mas sempre deixamos claro que a reposição tem que ser para todos educadores”, pontuou a presidente do sindicato.

Segundo a dirigente, o índice do reajuste fixado pela Lei do piso nacional em 2022 (31,3%), não contempla 33.820 professores na ativa e nem 94.212 professores inativos. Além disso, 23.269 professores na ativa não receberão nem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período do governo Leite e 93.089 professores inativos também não. “Os 24.664 funcionários de escola não estão contemplados de forma alguma na proposta”, destaca. 

Helenir disse que os professores que ingressaram mais recentemente receberão o reajuste integral, o que não é contestado pela categoria.“O que questionamos é o governo usar os próprios, que já temos acumulados no contra-cheque,  para dar a reajuste e dizer que está dando 32% para todo mundo”, enfatizou.

A diretora do Departamento dos Aposentados do Cpers, Glaci Weber, lembrou que após as últimas reformas o governo já confiscou R$ 340 milhões ao ano, desta parcela valorosa da categoria. “Estamos completamente indignados com o desmonte do plano de carreira. Deixar os aposentados sem nenhum centavo de reposição é desumano. Lembraremos à população os nomes de todos aqueles que apoiarem essa injustiça”, afirmou.

Aposentada em 2015, a professora Irene Longhi, de 69 anos, serviu a educação por 40 anos. Ela disse que a situação é desesperadora. “O governo está criando uma divisão dentro da categoria, o que vai contra o que pensamos”, explica. A agente educacional nível 3, Raquel Fidelis, de 53 anos, servidora pública há 29 anos, que atua na secretaria da escola, se sente excluída dessa proposta. “Somos funcionários de carreira, sem reposição, sofrendo com a inflação, e mesmo assim, não estamos incluídos”, reforça.  

Fonte: Correio do Povo


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