Mauren Xavier / Interina
Se o primeiro semestre foi relativamente de pouca polêmica na Assembleia Legislativa, a segunda parte do ano deverá ser intensa. E não seria para menos. Afinal, além de nove projetos do Executivo trancando a pauta já na volta do recesso, as 12 propostas do pacote encaminhado às vésperas da interrupção dos trabalhos, deverão exigir mais atenção e articulação. Entre os textos há o que prevê incentivos fiscais; mudanças no Caixa Único e o da recriação da Secretaria da Mulher. Como o pacote tranca a pauta no final de agosto, com a Expointer, a votação deve ocorrer na segunda semana de setembro.
É neste período que deverá chegar à Casa o Orçamento de 2026, o último da gestão Eduardo Leite (PSD). Mas para além da fase protocolar de projetos, há outros temas que deverão movimentar as articulações no Legislativo. Um dos tópicos que deverá gerar polêmicas é o funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energia, que ainda precisa do aval da Procuradoria da Casa para ser instalada. O grupo vai buscar apurar os serviços a partir das companhias de energia privadas, mas como o caso da CEEE Equatorial é recente, há possibilidade de espirrar no governo do RS.
Além disso, os desdobramentos da concessão de rodovias do bloco 2, que tem previsão de ir à leilão em outubro, e os andamentos das obras e as liberações dos recursos do Funrigs, estão na pauta.
O rol das pautas foi tema de conversa entre o governador e o líder da base, Frederico Antunes (PP), nessa semana, durante agenda no Palácio Piratini. O alinhamento é ainda mais importante, visto que Leite irá tirar alguns dias de férias. Ele sairá entre a próxima terça-feira e o domingo.
Fonte: CP
