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Saiba os políticos que devem migrar para o PSD no RS

O PSD gaúcho conquistou dois novos nomes nesta terça-feira: os deputados Elton Weber (estadual) e Heitor Schuch (federal) confirmaram, o que já havia sido adiantado, a saída do PSB e o ingresso no partido do governador Eduardo Leite. O ato oficial será no evento do partido neste sábado, em Porto Alegre, (RS), quando outros quadros conhecidos na política também vão assinar ficha na sigla, incluindo prefeitos do PSB.

O ingresso recorrente de políticos gaúchos têm cacifado o partido comandado nacionalmente por Gilberto Kassab com o maior saldo positivo nesta janela partidária – período em que os deputados podem trocar de partido sem risco de perder o mandato. Ainda que em projeções mais conservadoras, as entradas confirmadas já colocam a bancada do PSD na Assembleia Legislativa, que um dia foi de um único deputado, o Gaúcho da Geral, hoje secretário de Esportes e Lazer, entre as maiores da Casa. Mesmo que a permanência de Gaúcho na sigla seja incerta.

Até o momento, só um deputado já efetivou seu ingresso: Valdir Bonatto. Ele se filiou ao partido em fevereiro – ainda sob o risco de perder sua cadeira na Assembleia – para concorrer à prefeitura de Viamão. Bonatto deixou o PSDB, antigo partido de Leite, em um movimento que será repetido, neste sábado, por três dos seus ex-colegas tucanos: Nadine Anflor, Neri, Carteiro e Pedro Pereira, todos com destino o PSD.

Mas outros parlamentares estão sendo sondados, como Ernani Polo, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, e Frederico Antunes, líder do governo, ambos do PP. No caso de Ernani, sua entrada no partido ganha outra conotação. Se confirmada, aumentam as chances dele ser o escolhido para compor a chapa de Gabriel Souza (MDB), vice-governador e pré-candidato ao Piratini, como candidato à vice. Outros quadros do PP também são visados, a exemplo de Issur Koch, secretário-adjunto Inovação, Ciência e Tecnologia. Deputado suplente, ele ocupou o gabinete de Ernani durante os três anos em que o progressista comandou a pasta de Desenvolvimento Econômico, votando junto do governo em todas as ocasiões.

Fecham a lista dos assediados pelo PSD os deputados estaduais do União Brasil, Aloísio Classmann e Dirceu Franciscon. A decisão de ambos passa pelo desfecho da federação do União Brasil com o PP e ainda não está tomada.]

Entre aqueles que estão sem mandato, o ex-deputado estadual e diretor da Fiergs, Diogo Bier – conhecido como Mano Changes – é cotado, mas também não confirmou a migração partidária. Já Sanny Figueiredo, que disputou ao Senado em 2022 pelo PSB, já validou sua ida.

O PSD vem angariando políticos no Estado desde a entrada de Leite, em maio de 2025. Na primeira leva, foram mais de 40 filiados, entre prefeitos e vices, em um grande ato em agosto do ano passado. Os números fizeram com que a legenda, que elegeu 12 prefeitos em 2024, ultrapassasse e o PL e se tornasse o quarto partido que mais comanda prefeituras (43) no RS.

Nomes de confiança do entorno do governador também já integram o quadro do partido, como o secretário da Casa Civil, Artur Lemos, a secretária de Saúde, Arita Bergmann, e a secretária de Relações Institucionais e ex-prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas. Para o presidente estadual da sigla, governador Eduardo Leite, “o PSD vai se consolidando com um dos grandes partidos do Rio Grande do Sul”.

Fonte: CP

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