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Servidores públicos do RS discutem incentivos fiscais e a crise do IPE Saúde

A Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul (Fessergs), o Fórum Permanente em Defesa do IPE Saúde e o Movimento Unificado realizaram uma reunião extraordinária para discutir as pautas da desoneração fiscal e a situação do IPE Saúde. O encontro foi realizado na sede do Sindicato dos Servidores da Procuradoria-Geral do Estado do RS (Sindispge), nesta sexta-feira.

O presidente da Fessergs, Sérgio Augusto Jury Arnoud reiterou a importância de cobrar a manutenção do decreto dos cortes nas isenções, mas com critérios para não punir pequenos produtores e os pequenos empresários, já que têm cortes que vão afetar itens da cesta básica.

“Queremos que esta verba seja destinada a readequação de carreiras uma reivindicação de tempo. Inclusive já solicitamos desde o início de fevereiro uma audiência com o governo com esta pauta. Não se trata de estar ao lado do governo nesta questão e sim a defesa para melhorar as condições de trabalho dos servidores, o que recai diretamente no serviço prestado à população”, destacou Arnoud.

A presidente do Sindispge, Sabrina Fernandes considerou a questão dos reajustes salariais. “O governo está negligenciado os servidores. O funcionalismo suportou as reformas ditas necessárias para ajustar as contas do Estado, recebendo apenas 6% de reajuste em uma década. Neste mesmo período, a inflação ultrapassou os 60%. Outro golpe foram as alterações no IPE-Saúde que reduziram ainda mais os vencimentos dos funcionários públicos. Chega de usar os servidores como problema para as contas públicas, já que políticas públicas e prestação de serviços devem ser compreendidos pela sociedade como investimento e função essencial do Estado. A questão da energia elétrica é um exemplo da importância do Estado para a sociedade”, disse Sabrina.

Já o diretor para Assuntos Jurídicos e Institucionais do Sindispge, Thiago Testa ressaltou que o Sindicato defende a manutenção do corte dos incentivos fiscais para que seja viabilizada a reestruturação das carreiras.

“O alinhamento do Sindispge é com o servidor público, que paga uma conta que não lhe compete há 10 anos em meio à retirada de direitos, convivendo com atrasos, parcelamentos e congelamento de salário. Defendemos a manutenção do corte dos incentivos fiscais, para que seja viabilizada a reestruturação das carreiras, a fim de garantir a manutenção e a qualidade do serviço público gaúcho”, destacou Testa.

Fonte: CP

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