O ministro do STM (Superior Tribunal Militar) Carlos Vuyk de Aquino acolheu na quarta-feira (22) pedido feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que as Forças Armadas enviem documentos sobre a trajetória dele no serviço militar.
Os documentos deverão ser remetidos ao STM para auxiliar no julgamento que vai decidir se Bolsonaro será expulso do Exército em função da condenação na ação penal da trama golpista pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Bolsonaro é capitão da reserva.
Com a decisão, o Exército deverá remeter ao tribunal o prontuário funcional referente ao período de 1971 a 1988, histórico disciplinar completo, certidão de existência ou não de punições disciplinares, eventuais elogios recebidos e relação de condecorações, medalhas e honrarias.
A Marinha, a Força Aérea e o Ministério da Defesa deverão informar se há registros de condecorações e honrarias. No dia 3 de fevereiro, o Ministério Público Militar protocolou ação no STM para a decretação da perda do oficialato de Bolsonaro.
De acordo com a Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de condenação criminal superior a dois anos de prisão. O ex-presidente foi condenado pelo Supremo a 27 anos e três meses de reclusão.
Além de Bolsonaro, o Ministério Público Militar pediu a perda da patente dos generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira e Braga Netto e do almirante Almir Garnier, que também foram condenados pelo STF.
Fonte: O Sul
