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Tabagismo ainda afeta 20% dos adultos no mundo, aponta OMS

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o tabagismo ainda atinge cerca de um em cada cinco adultos em todo o mundo, sendo responsável por milhões de mortes evitáveis anualmente. O documento, divulgado recentemente, também trouxe as primeiras estimativas globais sobre o uso de cigarros eletrônicos (vapes), revelando um novo desafio para a saúde pública.

A OMS estima que mais de 100 milhões de pessoas no mundo usam cigarros eletrônicos. Destes, cerca de 15 milhões são adolescentes entre 13 e 15 anos. Em países com dados disponíveis, os jovens têm, em média, uma probabilidade nove vezes maior de usar vapes do que os adultos.

“Os cigarros eletrônicos estão alimentando uma nova onda de dependência da nicotina”, alerta Etienne Krug, diretor da OMS. Segundo ele, esses produtos são frequentemente promovidos como ferramentas de redução de danos, mas, na prática, “Estão viciando as crianças mais cedo e colocando em risco décadas de avanços.”

Avanços na redução do tabaco

Apesar da ascensão dos vapes, o combate ao tabagismo tradicional registrou progressos significativos entre 2000 e 2024. O número global de usuários de tabaco caiu em cerca de 180 milhões, passando de 1,38 bilhão para 1,2 bilhão.

Brasil no “caminho certo” e apelo global da OMS

No Brasil, que é colocado no grupo de nações que estão no “caminho certo” para atingir a meta de redução de 30% na prevalência de usuários até 2025, a estimativa é de que haja uma redução de 34% em relação a 2010. Estima-se que 20,1 milhões de brasileiros ainda sejam usuários de tabaco, com predominância masculina.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reconheceu os avanços, mas alertou que a indústria do tabaco reage a essa diminuição com o lançamento de novos produtos, como vapes e sachês de nicotina, focando no público mais jovem.

A OMS exige que os governos ajam “mais rápido e de forma mais firme” e reforça a necessidade de:

“Quase 20% dos adultos ainda usam produtos de tabaco e nicotina. Não podemos relaxar agora. O mundo avançou, mas apenas ações mais fortes e rápidas poderão vencer a epidemia do tabaco”, concluiu Jeremy Farrar, diretor-geral assistente da OMS.

Fonte: CP

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