A Ucrânia e seus aliados europeus propuseram um cessar-fogo “completo e incondicional” de 30 dias à Rússia a partir de segunda-feira (12), disse o ministro das Relações Exteriores ucraniano.
“A Ucrânia e seus aliados estão prontos para um cessar-fogo completo e incondicional em terra, mar e ar por pelo menos 30 dias a partir de segunda-feira”, escreveu Andrii Sibiga na rede social X.
A trégua também foi defendida pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ela alertou que Moscou enfrentará mais sanções se violar o acordo.
“Apoiamos a proposta de um cessar-fogo total e incondicional de 30 dias. Ele deve ser implementado sem condições prévias para abrir caminho para negociações de paz significativas”, disse Ursula von der Leyen no X.
Viagem inédita
Os líderes da França, Alemanha, Reino Unido e Polônia fazem uma visita conjunta e inédita a Kiev. Eles se reunirem com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.
É a primeira vez que o presidente francês, Emmanuel Macron; o chanceler alemão, Friedrich Merz; o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; e seu homólogo polonês, Donald Tusk, viajam juntos à capital da Ucrânia, invadida pela Rússia em fevereiro de 2022.
Essa demonstração de unidade europeia, de enorme valor simbólico, ocorre um dia após o presidente russo, Vladimir Putin, exibir sua força e influência com um colossal desfile militar na Praça Vermelha de Moscou, por ocasião do 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.
Os líderes europeus expressam seu apoio “inabalável” à Ucrânia e, seguindo os passos dos Estados Unidos, exigem da Rússia um cessar-fogo “total e incondicional de 30 dias”, indicou o comunicado.
“Continuaremos aumentando nosso apoio à Ucrânia. Intensificaremos a pressão sobre a máquina de guerra da Rússia” até que Moscou “aceite um cessar-fogo duradouro”, afirmaram, segundo o texto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou na quinta-feira a Rússia a aceitar um “cessar-fogo incondicional de 30 dias” e ameaçou impor novas sanções ocidentais caso isso não aconteça.
O momento escolhido para a visita dos europeus a Kiev chama atenção.
A viagem ocorre um dia após Putin receber em Moscou os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e da China, Xi Jinping, bem como o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, cujo país é membro da União Europeia.
Um funcionário da presidência francesa que pediu anonimato reconheceu, sobre a escolha de viajar em 10 de maio, que havia “toda uma série de símbolos”.
“O fato de os mandatários da França, Alemanha, Reino Unido e Polônia se reunirem quatro dias após a eleição [pelo Parlamento] do chefe de governo alemão demonstra a unidade, a força e a capacidade de reação da Europa”, destacou.
Fonte: CP
