A campanha e o desempenho até então credenciavam o Inter como favorito no Gauchão. O encontro com o Juventude na semifinal, porém, adiou por mais um tempo a promessa do título estadual feita no começo de ano pelo presidente Alessandro Barcellos. A expectativa criada deu lugar à frustração naquele momento que pôs à prova a confiança do time em 2024. O reencontro contra o mesmo adversário, mas agora pela Copa do Brasil, abre uma nova perspectiva para que a pressão nos arredores do Beira-Rio ganhe outros ares.
“O Brasileirão não é a prioridade. É mais um dos títulos que vamos tentar conquistar”, admitiu Eduardo Coudet no domingo após a derrota para o Vasco. Ao mesmo tempo em que sugere um abatimento do treinador, a fala indica também uma outra direção para o tratamento às competições eliminatórias. As enchentes de maio também respingaram na ideia de tratar o campeonato de pontos corridos como “38 finais”, conforme antecipou tempos atrás o presidente colorado. O mês de julho reserva as decisões tanto na Copa do Brasil como na Sul-Americana no calendário diferente do que estava programado para o primeiro semestre.
Em março, o cenário era outro. Os investimentos realizados somados à manutenção do time de 2023, ampliaram o horizonte do olhar do torcedor. Se o 0 a 0 no jogo de ida no Alfredo Jaconi na primeira semifinal colocou uma pulga atrás da orelha depois de uma atuação diferente da que a equipe apresentava até ali, o novo empate por 1 a 1, no Beira-Rio completado com a eliminação nos pênaltis foi uma espécie de guinada nas previsões.
Mais de três meses depois, as duas equipes se reencontram e ambas ainda preservando as ideias de jogo dos treinadores. O Juventude, de Roger Machado, mantém a base de time e a forma de jogar priorizando a marcação forte, o que foi destacado nos dois últimos duelos. E o Inter, de Coudet, por mais que mudem os nomes, mantém o apreço pela posse de bola e o controle das ações.
Fonte: CP