Ícone do site Tapejara Agora

Vice-governador vê protesto de agricultores como legítimo e defende ações do governo federal para solucionar dívidas

protesto realizado por agricultores antes mesmo da abertura oficial da 26ª Expodireto Cotrijal, na manhã desta segunda-feira, foi avaliada como legítima pelo vice-governador Gabriel Souza, que participou da abertura oficial da feira em Não-Me-Toque. Souza comentou sobre a situação das dívidas dos produtores rurais em visita à Casa do Correio do Povo na Expodireto nesta segunda-feira, primeiro dia da feira.

“São protestos legítimos, em virtude de um endividamento muito alto do produtor rural do Rio Grande do Sul, que está acontecendo não por falta de trabalho, de capacidade de produção. Ao contrário disso, somos um dos os estados mais produtores de grãos do Brasil, uma tradição enorme no setor do agronegócio, porém, com enfrentamento de eventos climáticos de falta de chuva e recorrentes”, afirmou.

Souza reconhece a necessidade de securitização das dívidas, mas defende que é necessária uma política especial do governo federal, a exemplo da região Nordeste do país, considerando que o estado passa por eventos climáticos extremos com maior recorrência do que o resto do Brasil. “A gente é muito grato a tudo que já foi feito, mas ainda não é suficiente”, disse.

Nesta quarta-feira, o governador Eduardo Leite estará presente no Senado para conversar com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e reforçar a importância da votação do projeto de lei que visa utilizar até R$ 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal para renegociar dívidas de produtores rurais impactados por eventos climáticos extremos.

O vice-governador também lembrou que está em discussão a prorrogação do Fundo de Reconstrução do Estado, o Funrigs, para mais três anos, com a ideia que pelo menos metade do recurso possa ser utilizado para a melhoria da capacidade de irrigação e manejo do solo no Estado.

“Isso vai viabilizar um produto de interno bruto, uma uma economia mais robusta e, claro, protegendo a atividade do produtor, mas ajudando o Brasil. Então, é bom para o Brasil ajudar o Rio Grande do Sul agora”.

No ano passado, o governo do Estado destinou R$ 150 milhões para apoiar prorrogação de dívidas de produtores rurais. “Mas não é suficiente, porque o produtor tem dívidas em outros bancos que não apenas o Banrisul, e por isso mesmo a importância de avançarmos nessa pauta”, reforçou Souza.

Fonte: CP

Sair da versão mobile