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O pacote, a reação e o processo interno petista

O pacote de corte de gastos, tema do pronunciamento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na noite desta quarta-feira, ganhou o slogan “Por um Brasil mais forte. Governo eficiente. País justo”.

Apesar de ter sido negociado à exaustão, o que levou a sucessivos adiamentos no esperado anúncio, o cenário político no Congresso Nacional não será fácil. Além de críticas e resistências internas, por parte de ministros que tentam defender seus orçamentos, ala do PT, partido de Lula e de Haddad, vem promovendo críticas incisivas contra as medidas e o ministro.

Há alguns dias, foi divulgado manifesto, assinado por entidades alinhadas ao governo federal, como CTB, CUT e MST, além de partidos como PDT, PSol, PCdoB e PT. “O poder financeiro, os mercados e seus porta-vozes na mídia agitam o fantasma de uma inexistente crise fiscal, quando o que estamos vivendo é a retomada dos fundamentos econômicos, destruídos pelo governo anterior”, dizia trecho da nota divulgada no dia 10 deste mês.

De lá para cá, várias reuniões de negociações foram realizadas, mas o pacote está longe de obter algo perto de um consenso entre aliados e no próprio PT.

As discussões sobre o pacote de corte de gastos ocorrem em meio a um processo interno e complexo no PT. Os resultados das eleições municipais, que tiram o sono de lideranças com disposição para realizar uma autocrítica sincera, será uma das pautas em discussão no seminário organizado pela cúpula nacional do PT.

O encontro, em Brasília, nos dias 5 e 6 de dezembro, terá como tema “A realidade brasileira e os desafios do Partido dos Trabalhadores”. Além dos resultados eleitorais, serão debatidos temas como conjuntura política, econômica e social e estratégias para a atuação do partido a médio e longo prazos, e, claro, nas eleições gerais de 2026.

Fonte: CP