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Líder iraniano diz que Trump não conseguirá derrubá-lo e ameaça afundar porta-aviões norte-americano

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou nesta terça-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguirá derrubar a República Islâmica. Ele também fez ameaças ao porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, que estaria operando nas proximidades da região.

As declarações ocorrem em meio à retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, mediadas por Omã, com o objetivo de estabelecer limites ao programa nuclear iraniano. Washington exige que Teerã restrinja suas atividades nucleares, enquanto o clima diplomático é marcado por uma escalada de tensões políticas e militares.

Na segunda-feira (16), Trump afirmou que participa “indiretamente” das conversas realizadas em Genebra e disse acreditar que o governo iraniano deseja chegar a um acordo. Ao mesmo tempo, voltou a advertir sobre possíveis consequências caso as tratativas fracassem.

“Estarei envolvido indiretamente nas negociações, vamos ver o que vai acontecer. Acho que eles são maus negociadores, porque poderíamos ter tido um acordo em vez de enviar os B-2 para destruir o potencial nuclear deles. E tivemos que enviar os B-2”, declarou o presidente a jornalistas a bordo do Air Force One. “Não acho que eles queiram as consequências de não fechar um acordo”, acrescentou.

Uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou à agência Reuters que o êxito das negociações dependerá “da seriedade dos Estados Unidos em suspender as sanções e evitar exigências fora da realidade”. Segundo a mesma fonte, o Irã participa das conversas com propostas consideradas “genuínas e construtivas”.

Também na segunda-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que alcançar um entendimento com o Irã “será difícil” e classificou os aiatolás que governam o país como radicais.

As negociações buscam reduzir o risco de um novo agravamento da crise no Oriente Médio, em um cenário já marcado por instabilidade geopolítica e desconfiança mútua entre os dois países.

Fonte: O Sul