Israel confirma ataque à núcleo militar do Irã e destruição de 16 aviões da unidade de elite da Guarda Revolucionária
Na madrugada deste sábado (7), em uma operação direta contra o coração militar do Irã, as Forças de Defesa de Israel confirmaram o bombardeio ao Aeroporto Internacional Mehrabad, em Teerã, destruindo 16 aviões da unidade de elite “Força Quds”, da Guarda Revolucionária.
O ataque em solo iraniano ocorre em um momento de extrema tensão diplomática e militar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua plataforma Truth Social para lançar um alerta severo: “Hoje o Irã será atingido com muita força!”. Trump ameaçou expandir o leque de alvos para áreas e grupos civis ou militares que, até então, não eram considerados alvos estratégicos.
Em resposta, o regime iraniano endureceu o discurso. O chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, acusou nações vizinhas do Golfo de servirem ao “inimigo” e garantiu que ataques pesados contra esses estados continuarão. O presidente Masoud Pezeshkian reforçou a postura de resistência, declarando que o desejo de rendição do povo iraniano “será levado para o túmulo” pelos seus adversários.
Fogo cruzado: Golfo Pérsico e Levante
A região do Golfo tornou-se um campo de batalha aberto. Explosões foram relatadas em Manama (Bahrein) e Doha (Catar), enquanto os Emirados Árabes Unidos confirmaram a interceptação de 15 mísseis e 119 drones lançados pelo Irã. O Aeroporto de Dubai, o mais movimentado do mundo, precisou suspender operações brevemente.
No mar, a Guarda Revolucionária iraniana atacou dois petroleiros, elevando o risco logístico no Estreito de Ormuz. Como medida de precaução, o Kuwait anunciou a redução de sua produção de petróleo. No flanco norte, a Jordânia elevou o tom contra Teerã, acusando o país de disparar 119 projéteis contra seu território desde o início do conflito.
Líbano sob pressão máxima
Enquanto ataca o Irã, Israel mantém a ofensiva terrestre e aérea contra o Hezbollah. O ministro da Defesa, Israël Katz, exigiu o desarmamento imediato do grupo, sob pena de “medidas mais severas”. Só nesta semana, bombardeios israelenses no Líbano deixaram quase 300 mortos.
Neste sábado, o Exército israelense reiterou ordens de evacuação imediata para os subúrbios do sul de Beirute. Na fronteira com a Síria, o Hezbollah afirma resistir a incursões, mas o balanço humano segue subindo: 41 mortos foram registrados apenas nas últimas operações no sul e leste do país.
Geopolítica e alianças em movimento
Apoio Ocidental: O Reino Unido confirmou que os EUA estão utilizando bases militares britânicas para operações defensivas contra os mísseis iranianos.
Movimentação Turca: A Turquia estuda o envio de caças F-16 ao Chipre do Norte para garantir a segurança da região.
Diplomacia Árabe: A Liga Árabe convocou uma reunião de emergência para este domingo para discutir as agressões iranianas contra seus Estados-membros.
Fonte: CP