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Em vídeo, ex-deputado federal Alexandre Ramagem agradece Trump e diz que a detenção foi uma “questão migratória”

Liberado nessa quarta-feira (15) de detenção nos Estados Unidos, o ex-deputado Alexandre Ramagem disse nessa quinta (16), em vídeo publicado nas redes sociais, que foi detido por uma “questão migratória”. Ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem também afirmou que estudou e cumpriu os requisitos para um pedido de asilo, que ainda é analisado pelo governo americano.

“Eu fui detido por uma questão migratória, nada de trânsito. Agora, ocorre que eu entrei nos Estados Unidos em setembro do ano passado de forma perfeitamente regular, com passaporte válido, visto válido, sem condenação nenhuma. Em seguida, nós entramos com um pedido de asilo”, afirmou Ramagem.

Ramagem também agradeceu a aliados, como o blogueiro Allan dos Santos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo. Ele ainda disse que contou com o apoio de membros da “mais alta cúpula” do governo do presidente Donald Trump, e que está em situação regular nos Estados Unidos..

“Aqui eu quero agradecer o governo americano, à mais alta cúpula da administração Trump, pessoas que já estavam cientes da nossa questão, e aquelas pessoas que tiveram que se debruçar por essa detenção (…) não apenas estou absolutamente em situação regular, como não estou me escondendo aqui nos Estados Unidos, meu endereço é conhecido, da administração pública americana”, disse o ex-deputado.

Ramagem havia sido preso na segunda-feira por agentes do ICE, na Flórida, o que foi seguido por anúncio da PF de cooperação no caso. Ele é considerado foragido no Brasil desde que deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 16 anos de prisão por participação na trama golpista. Antes de ser preso, Ramagem havia requisitado um pedido de asilo nos Estados Unidos.

No vídeo publicado nesta quinta, Ramagem ainda criticou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, pela atuação da corporação em seu caso. Ele perdeu o passaporte diplomático após ter o mandato de deputado federal cassado pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2025.

Em 30 de dezembro de 2025, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição de Alexandre Ramagem à Embaixada do Brasil em Washington, que enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA. Investigadores da PF descobriram que Ramagem deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana, em Bonfim (RR). A investigação apurou que, após chegar a Roraima, o parlamentar seguiu de carro e cruzou a fronteira – onde apenas um rio separa os dois países.

Fonte: O Sul