Seleção Brasileira vence amistoso contra o Egito por 2 a 1
Em último jogo antes da Copa, Seleção Brasileira venceu o Egito por 2 a 1 em amistoso disputado nesse sábado (6) Cleveland, nos EUA. Os gols do Brasil foram marcados por Bruno Guimarães e Endrick. Já Ziko marcou para os visitantes. A equipe comandada por Ancelotti estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos, dia 13, às 19h.
O jogo
O primeiro tempo da Seleção em Cleveland foi basicamente uma repetição dos últimos jogos, para o bem ou para o mal. Em apenas oito minutos, o Brasil criou perigo ao marcar a defesa egípcia sobre pressão. Na última vez que isso aconteceu, Bruno Guimarães desarmou, ajeitou para ele mesmo bater no canto esquerdo e abrir o placar no Huntington Bank Field.
Sair em vantagem tão cedo ofereceria o que o time de Ancelotti mais gosta de fazer, que é explorar espaços para contra-atacar. O problema é que o placar durou só dois minutos. Aos dez, Marquinhos foi recuar para Alisson, errou e deixou nos pés de Ziko, que, não com a mesma categoria do Galinho, bateu na saída do goleiro brasileiro para empatar a partida.
O gol do Egito esfriou qualquer ímpeto do Brasil, que passou um tempo perdido em campo e sem conseguir se impor. Para piorar, Ancelotti perdeu a válvula de escape pela direita: Wesley saiu machucado aos 15 minutos e, chorando muito, levantou até dúvida se terá condição de jogar o Mundial. Danilo entrou em seu lugar, o que alterou a dinâmica do time.
A Seleção só voltou a colocar a bola no chão e criar perigo nos 20 minutos finais, quando entrou outro problema que precisa de correção rápida: a dificuldade de converter as oportunidades.
Vinicius Jr. perdeu o segundo gol aos 25, quando decidiu chutar fraco em vez de só rolar para Igor Thiago, livre ao seu lado. Raphinha também desperdiçou a sua, em chute forte no canto direito que o goleiro Shobeir defendeu. A última tentativa foi aos 42, quando Igor Thiago recebeu de Casemiro, se enrolou com a bola e perdeu a chance do chute. Vini pegou a sobra, mas não aproveitou.
Ancelotti voltou a mudar quase que por completo a Seleção de um tempo para outro. Weverton, Bremer, Léo Pereira, Fabinho, Danilo Santos, Luiz Henrique, Endrick e Matheus Cunha entraram nos lugares de Alisson, Marquinhos, Ibañez, Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá, Igor Thiago e Vini Jr. Apenas Douglas Santos, Raphinha e Danilo, que substituiu Wesley antes, permaneceram.
As trocas fizeram efeito imediato com mais um gol rápido. Em outra roubada no ataque, Raphinha – agora na esquerda – levou ao fundo e deixou mansinha para Endrick, de primeira, fuzilar o goleiro. Quarta vez que ele marca pela Seleção, o que nenhum centroavante fez desde a Copa de 2022. Seria hora de testá-lo desde o início? Agora, só em jogo para valer…
O gol do Brasil acalmou a partida. Nem a entrada de Mohamed Salah, absolutamente adorado pela torcida do Egito, ofereceu perigo à Seleção. Weverton, último testado por Ancelotti, praticamente não teve trabalho, a não ser em cortes de cruzamentos que vez ou outra passavam pela área verde e amarela.
No ataque, o Brasil passou a ser mais tímido. Martinelli e Alex Sandro substituíram Raphinha e Douglas Costa para dar um novo gás pela esquerda, mas pouco contribuíram para a construção de um placar mais confortável.
Ficha técnica
-Brasil: Alisson (Weverton), Wesley (Danilo), Marquinhos (Bremer), Ibañez (Léo Pereira) e Douglas Santos (Alex Sandro); Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos) e Paquetá (Luiz Henrique); Raphinha (Martinelli), Vini Jr (Matheus Cunha), e Igor Thiago (Endrick). Técnico: Carlo Ancelotti.
-Egito: Shobeir, Hany (Tarek Alaa) , Fathy, Yasser e Fattouh (Hafez); Lashin (Ashour), Attia (Zizo) e Trezeguet (Abdelmonem); Ziko (Adel), Hassan (Salah) e Marmoush (Abdelkarim). Técnico: Hossam Hassan.
-Arbitragem: Adonai Escobedo (MEX) foi auxiliado por Ibrahim Martinez e Maximiliano Gomez (MEX). VAR: Carlos Rivero (MEX).