O Rio Grande do Sul confirmou, nesta sexta-feira, mais sete casos de varíola do macaco. Com isso, chegou a 77 o total de infecções pela doença, distribuídas em 22 municípios, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Ainda conforme a Pasta, outros 333 casos suspeitos da doença seguem em análise.
Porto Alegre teve 35 moradores infectados com o vírus monkeypox até o momento. A doença também contaminou pacientes em Campinas do Sul (1), Campo Bom (2), Canoas (7), Carlos Barbosa (1), Caxias do Sul (4), Dois Irmãos (1), Esteio (1), Garibaldi (3), Gramado (2), Igrejinha (3), Marau (1), Monte Belo do Sul (1), Novo Hamburgo (4), Parobé (1), Passo Fundo (1), Santo Ângelo (1), São Leopoldo (1), São Marcos (1), Sapiranga (1), Uruguaiana (2) e Viamão (4).
Sintomas, transmissão e cuidados
Segundo a SES, os sintomas mais comuns para a varíola do macaco incluem febre, tosse, dor de cabeça, dor nas costas, dores musculares, falta de energia e erupção cutânea.
A transmissão ocorre através do contato com fluidos corporais, gotículas e materiais contaminados do paciente infectado.
As recomendações incluem usar máscaras de proteção facial em caso de suspeita ou confirmação da doença, lavar frequentemente as mãos e não compartilhar objetos de uso pessoal.
Medicamento
O Ministério da Saúde informou ter recebido nesta sexta a primeira remessa do antiviral Tecovirimat para tratar casos graves da varíola do macaco. Os 12 primeiros tratamentos foram doados pela fabricante, a farmacêutica Siga Technologies. A pasta também informou que vai seguir em tratativas com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e com o laboratório para obter mais lotes.
Nessa quinta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade a dispensa de registro para importar e utilizar o medicamento. A dispensa temporária vale por seis meses, desde que não seja expressamente revogada pela Anvisa.
Por ora, o tratamento vai ser restrito a pacientes com quadro grave da doença, conforme o Ministério da Saúde. Os critérios para elegibilidade ficarão a cargo do Centro de Operação de Emergências para Monkeypox (COE), que “segue os padrões internacionais de uso do medicamento”, destacou a pasta, em nota.
Vacina
Já na noite da última terça, o Ministério da Saúde também apresentou à Anvisa um pedido de análise da vacina para a prevenção da doença, com a dispensa de registro.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, alertou que as 50 mil doses já compradas pelo Brasil não serão suficientes para controlar o surto no país. O quantitativo, adquirido do laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, por meio do fundo rotativo da Opas, deve chegar ao país em setembro. Cada pessoa recebe duas doses, o que significa que 25 mil brasileiros poderão ser imunizados, sobretudo profissionais de saúde.
Fonte: Rádio Guaíba

