Com base em novo regimento, Grêmio extingue consulados femininos
Justamente na semana do Dia Internacional da Mulher, o Grêmio decidiu por extinguir os consulados femininos. Em contato com o Correio do Povo, Eroni Abella, fundadora dos Consulados Femininos do clube, revelou que a decisão foi tomada sem nenhum tipo de debate com as mulheres. Aconteceu uma imposição através do novo regimento escrito, que teve aprovação da atual administração do Tricolor.
O primeiro Consulado Feminino do Grêmio foi em Lajeado, no interior do Rio Grande do Sul, em 2018. Desde então, muitos consulados femininos foram criados, no Brasil e no exterior, levando cada vez mais mulheres a se associarem no clube. Um dado importante é de que, após 18 meses da criação do primeiro consulado, o Tricolor chegou a ter cerca de 4.500 mil novas sócias.
Com essa nova imposição do clube, advogadas gremistas que fazem parte do Consulado Feminino do Tricolor estão se mobilizando para ingressar na justiça com uma ação coletiva para pedir o direito adquirido há seis anos.
Posicionamento do Grêmio
O Grêmio, por sua vez, se defende dizendo que não há fechamento dos consulados femininos. Apenas que está cumprindo o regimento de que pode ter apenas um consulado por região. Dessa forma, o Consulado Feminino precisaria se juntar ao Consulado Geral da cidade.
“Penso que o consulado é uno e que as mulheres podem e devem ser representativas dentro deles, mas dois consulados e dois cônsules na mesma cidade, foge do que estamos a organizando. Acho que deveríamos nos apegar ao sentido da unicidade, da colaboração, da união que faz a força, para não ecoar machismo”, disse uma das fontes consultadas pela reportagem do CP.
Fonte: CP