Alta da Selic favorece renda fixa, mas é importante diversificar
Com a elevação da taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, a Selic atingiu 14,75% ao ano – o maior patamar desde 2006 – na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A medida, que costuma gerar polêmica por encarecer o crédito, também representa uma boa oportunidade para quem busca rentabilidade em seus investimentos.
Para Renato Sarreta, líder regional da XP no Sul, o momento é especialmente favorável para aplicações em renda fixa. “As opções de renda fixa, sobretudo aquelas com prazos de vencimento curto ou intermediário, são atualmente as mais atrativas. Com taxas próximas a IPCA+7%, esses títulos oferecem rendimento interessante mesmo diante de eventuais repiques inflacionários”, avalia.
Apesar do bom desempenho da renda fixa, Bruno Vargas, líder da XP no Rio Grande do Sul, ressalta que a diversificação continua sendo fundamental. “Os produtos de renda fixa têm apresentado margens de ganho superiores, atraindo investidores por sua estabilidade e segurança. Ainda assim, é essencial manter uma carteira diversificada”, recomenda. Segundo ele, títulos pós-fixados e o Tesouro Selic estão entre os mais procurados. “Esse movimento, no entanto, também pode gerar oportunidades na renda variável, com ações mais baratas para quem pensa no longo prazo. Diversificar é um mantra que ajuda a proteger o patrimônio contra as oscilações do mercado”, explicou.
Prazos
No curto prazo, os títulos pós-fixados despontam como os mais promissores em termos de rentabilidade. Como os juros estão altos, a expectativa é que continuem assim por certo tempo. Nesse cenário, o pós-fixado rende um percentual sobre o CDI, que acompanha a Selic.
Para prazos mais longos, a partir de 5 anos, o investidor deve considerar a possibilidade de início de um ciclo de queda da Selic. Nesse contexto, os títulos prefixados ganham relevância. Se a Selic cair no futuro, esses títulos, contratados com taxas mais altas, se tornam mais vantajosos.
Fonte: CP