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Apostas online: como identificar sinais de alerta e evitar problemas de saúde mental e financeiros

O avanço dos jogos de apostas no Brasil já reflete impactos concretos na saúde pública. Entre 2018 e maio de 2025, os atendimentos do SUS relacionados à prática cresceram 104%, somando mais de 10,5 mil registros.

Dados do Ministério da Saúde indicam que um em cada quatro brasileiros já apostou ao menos uma vez, e 4,4% apresentam alto risco de desenvolver problemas associados ao jogo, como depressão, ansiedade, endividamento e maior risco de suicídio.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde lançou o Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, que orienta a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) na identificação de sinais de alerta, no manejo de comportamentos problemáticos e na organização do cuidado, da atenção básica às situações de urgência, com foco em prevenção e redução de danos, especialmente no ambiente digital.

Questão de saúde pública

O guia ressalta que os problemas com jogos de apostas vão além da responsabilidade individual: cerca de 75% das pessoas com jogo problemático têm outros transtornos mentais associados, como ansiedade e depressão, além de maior risco de suicídio.

Também entram em cena os Determinantes Comerciais da Saúde, como publicidade agressiva, plataformas desenhadas para estimular a repetição das apostas e acesso permanente aos aplicativos, que afetam especialmente grupos vulneráveis e geram endividamento e conflitos familiares.

No SUS, os casos se concentram principalmente entre homens de 20 a 49 anos.

Como identificar sinais de alerta e situações de risco

A identificação precoce é um dos pilares do guia. Os sinais de alerta aparecem em diferentes dimensões da vida:

  • Sinais emocionais:

Mudanças frequentes de humor, ansiedade, irritabilidade ou inquietação quando a pessoa não está jogando são indicativos importantes. O uso do jogo como forma de escapar de sentimentos como tristeza, culpa ou estresse, além de insônia também acende o sinal de alerta.

  • Sinais sociais e financeiros

Endividamento crescente, pedidos frequentes de empréstimos, venda de bens e discussões recorrentes com familiares sobre dinheiro são considerados sinais críticos. Também são comuns a negligência de responsabilidades e conflitos no trabalho, nos estudos ou em outros vínculos sociais.

No SUS, os casos se concentram principalmente entre homens de 20 a 49 anos.

Como identificar sinais de alerta e situações de risco

A identificação precoce é um dos pilares do guia. Os sinais de alerta aparecem em diferentes dimensões da vida:

  • Sinais emocionais:

Mudanças frequentes de humor, ansiedade, irritabilidade ou inquietação quando a pessoa não está jogando são indicativos importantes. O uso do jogo como forma de escapar de sentimentos como tristeza, culpa ou estresse, além de insônia também acende o sinal de alerta.

  • Sinais sociais e financeiros

Endividamento crescente, pedidos frequentes de empréstimos, venda de bens e discussões recorrentes com familiares sobre dinheiro são considerados sinais críticos. Também são comuns a negligência de responsabilidades e conflitos no trabalho, nos estudos ou em outros vínculos sociais.

Padrões de comportamento que caracterizam o jogo problemático

O guia também aponta padrões que ajudam a diferenciar o jogo recreativo de um problema de saúde:

  • Perda de controle: dificuldade persistente de parar ou reduzir o tempo e o dinheiro gastos, mesmo com desejo explícito de fazê-lo.
  • Compulsão: sensação de urgência para apostar, com alívio apenas momentâneo durante o jogo.
  • Fissura: desejo intenso e pensamentos recorrentes voltados às apostas.
  • Continuidade apesar das consequências: manutenção do comportamento mesmo diante de prejuízos financeiros, familiares, sociais ou de saúde.

Prevenção e redução de danos

O documento propõe estratégias para evitar o agravamento dos problemas e reduzir danos, reconhecendo que nem todas as pessoas conseguem interromper o comportamento de forma imediata.

– Medidas de prevenção

Evitar apostar em momentos de vulnerabilidade emocional, como estresse ou tristeza, e nunca sob efeito de álcool ou outras drogas. Manter diálogo aberto com familiares e amigos sobre o tema e garantir que menores de 18 anos não tenham acesso às plataformas são medidas centrais.

– Estratégias de redução de danos

Entre as ferramentas práticas estão a autoexclusão temporária ou definitiva das plataformas, a definição prévia de limites de tempo e de dinheiro, a criação de uma conta bancária exclusiva para o jogo com valor fixo e o desligamento de notificações de aplicativos.

O guia também alerta que o período logo após a interrupção pode gerar ansiedade e sofrimento, exigindo apoio profissional ou da rede de apoio.

Onde buscar ajuda no SUS

O guia reforça que todo serviço de saúde deve acolher a demanda, sem julgamentos, garantindo continuidade do cuidado. A porta de entrada preferencial é a unidade de saúde do território.

– Atenção Primária (UBS): indicada para identificação precoce e casos leves, com escuta qualificada e acompanhamento ao longo do tempo.

– Caps: serviços de porta aberta para situações mais graves, com sofrimento intenso, perda total de controle ou comorbidades associadas.

– Urgência e emergência: em casos de risco imediato à vida, o atendimento deve ser feito pelo Samu (192), UPA 24h ou prontos-socorros.

O cuidado também pode envolver assistência social e jurídica, por meio de CRAS, CREAS, Defensoria Pública e centros de convivência, reconhecendo que os danos ultrapassam a dimensão clínica.

Fonte: CP