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Autoridade do Hamas diz que o movimento não pode ser eliminado e se nega confirmar morte de Sinwar

Um dirigente de alto escalão do Hamas afirmou nesta sexta-feira (18) que o grupo islamista palestino “não pode ser eliminado” com o assassinato de seus comandantes, mas se negou a confirmar a morte de seu líder Yahya Sinwar, anunciada nessa quinta-feira por Israel.

“O Hamas é um movimento liderado por pessoas que buscam a liberdade e a dignidade, e isso não pode ser eliminado”, declarou à AFP Basem Naim, membro do gabinete político do movimento.

Segundo Israel, Sinwar morreu em uma operação realizada na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que ele foi assassinado em Rafah. Para o dirigente israelense, a morte de Sinwar representa o começo do fim da guerra.

Quem é Sinwar?

Yahya Sinwar se forjou nas prisões israelenses e no aparato de segurança do Hamas antes de se tornar líder do movimento islamista palestino. Israel o considera um dos arquitetos do ataque de 7 de outubro de 2023 no sul do país, que desencadeou a guerra em Gaza.

Sinwar, de 61 anos, havia sucedido em agosto à frente do Hamas, que governa Gaza desde 2007, Ismail Haniyeh, assassinado em Teerã em um atentado que as autoridades da República Islâmica atribuem a Israel.

Mas desde 2017 já liderava o Hamas na Faixa de Gaza e é considerado uma das mentes por trás do ataque de 7 de outubro de 2023, quando centenas de milicianos palestinos atacaram kibutzim, bases militares e uma festa rave em Israel, no pior atentado contra civis desde sua fundação, em 1948.

Naquele dia, 1.206 pessoas morreram e 251 foram feitas reféns, segundo uma contagem com base em dados oficiais israelenses.

Fonte: CP