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Clubes quebrados ou por quebrar e entorno faturando

O que eu acho é uma coisa, o caminho das pedras outra. Era contra o patrocínio estampado nas camisetas dos clubes de futebol.
Considerava uma afronta ao escudo.
O dinheiro falou mais alto.

Hoje os patrocínios poluem todo o uniforme.
Lembro de duas frases do impagável Apparício Torelly, o Barão de Itararé:
“Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos ” e “o banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.”
A imensa maioria dos clubes de futebol do Brasil quando metem a mão no cofre não acham nada.
Os anéis se foram e com eles os dedos.


Correm aos bancos provando que tem um dinheiro para entrar e patrimônio nababesco.
E assim se afundam cada vez mais.
O Refis, o programa de parcelamento de débitos atrasados, nem de paliativo serviu. Há uma nova pedra da salvação.
A Sociedade Anônima do Futebol.


PARADOXO
O pipoqueiro ganha dinheiro em dias de futebol.
Tem fila na carrocinha de cachorro-quente.
Os bares e as bodegas do entorno do estádio festejam quando é dia de jogo porque é dia de faturar.
O comércio idem.


As televisões pagam fortunas para transmitir futebol porque é um produto que vem como água.
As grandes marcas mundiais que fabricam camisetas brigam para estampar nas principais camisetas.
Os patrocinadores querem qualquer espaço para divulgação, seja no calção, na meia, na cueca, na chuteira. Uma marca de cerveja usou até a cabeleira dos atletas para chamar atenção.

Quem gera isto tudo, o coração desta máquina de fazer dinheiro, os clubes, estão quase todos quebrados ou por quebrar.
Há algo muito errado aqui.
Hoje, todos querem ser iguais a um Flamengo ou um Palmeiras.
É como quem ganha um salário mensal querer uma Mercedes-Benz novinha.


Inter vê na criação da SAF uma saída para voltar a ser competitivo num campeonato longo como o Brasileiro.
Grêmio não pensa em SAF.
Ainda.
Há quem diga que com um orçamento de quase meio bilhão o Inter pode ser competitivo se tiver uma gestão competente.
Opiniões para todos os gostos.

Fonte: CP