Com prefeito e vice cassados, Viamão terá nova eleição em abril
Sem prefeito e vice há mais de um mês, quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) manteve a cassação de Rafael Bortoletti e Maninho Fauri (ambos do PSDB), o município de Viamão (Região Metropolitana de Porto Alegre) deve realizar no dia 12 de abril uma nova votação popular para a chefia do Executivo local. A função tem sido exercida pela presidência da Câmara de Vereadores.
A data consta em documento assinado por um dos desembargadoredes da Corte, faltando apenas sua ratificação pelos demais colegas em plenário, o que deve ocorrer em breve. Ainda não estão definidos os nomes que constarão nas urnas e nem mesmo se os derrotados em outubro de 2024 farão nova tentativa.
Naquele pleito, Bortoletti conquistou um segundo mandato consecutivo com 49.914 dos votos válidos (48,49%). O segundo colocado, Guto Lopes (do PDT e comunicador do programa “Atualidades”, da TV Pampa), recebeu 34.015 votos (33.04%). Já o terceiro, J. Janes (PL), ficou com 10.001 votos (9,72%), ao passo que Fátima Maria (PT) contabilizou 9.008 votos (8,75%).
Afastamento
No dia 4 de dezembro de 2025, o então prefeito e seu vice tiveram seus diplomas cassados por decisão da maioria dos desembargadores do TRE. O processo foi motivado pela participação de Rafael Bortoletti e Mainho Fauri em evento público no dia 14 de setembro do ano anterior (a reabertura do Parque Saint Hilaire, na divisa com Porto Alegre).
Aparições desse tipo são proibidas pela legislação eleitoral brasileira, por abuso de poder político e econômico. Com isso, a vitória da da chapa situacionista passou a ser questionada junto à Justiça Eleitoral.
Os dois gestores apelaram da decisão. Em sessão de julgamento realizada no dia 16 de dezembro passado, os argumentos foram rejeitados. Com isso, eles tiveram que deixar imediatamente o comando do município, que passou a ser exercido de modo provisório pelo presidente da Câmara de Vereadores, Rodrigo Pox (Podemos), posteriormente subsituído na função por Michele Galvão (PSDB).
Na ocasião, seus advogados de defesa declararam que ambos “respeitam as instituições democráticas e suas decisões”, mas que mantinham “a cabeça erguida”. Eles também manifestaram a intenção de encaminhar novo recurso, dessa vez ao Tribunal Superio Eleitoral (TSE).
(Marcello Campos) – O Sul