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Defesa diz que uma arma de Bolsonaro foi presente e está em empresa na Serra Gaúcha

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que uma espingarda do ex-presidente está em uma empresa importadora de artigos bélicos com sede em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. Os advogados relataram que a arma foi recebida pelo político “a título de presente” e nunca chegou a ser retirada da loja.

O esclarecimento foi enviado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na segunda-feira (6). As ponderações ocorreram logo após o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informar que entregou armamentos de Bolsonaro que estavam sob custódia à PF (Polícia Federal). Haveria, no entanto, itens que não estavam no local.

“Após nova verificação da localização dos armamentos relacionados na decisão que autorizou o prosseguimento do cumprimento da pena em regime domiciliar, foi identificado que uma das armas anteriormente indicada como acautelada junto ao Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, não chegou a ser encaminhada àquela unidade”, explicou a defesa.

O pedido dos advogados ainda solicita a providência mais adequada para viabilizar a entrega da espingarda na Superintendência Regional da PF: “O armamento permanece sob a guarda de terceiro, podendo, caso assim entenda pertinente, ser oficiada a empresa acima identificada para confirmar a custódia do armamento e promover sua apresentação às autoridades indicadas”.

Armas de Bolsonaro

Na última sexta-feira (3), ao decidir manter Bolsonaro em prisão domiciliar, Moraes determinou que todo o arsenal vinculado ao ex-presidente fosse entregue à PF pela defesa. Na decisão, o ministro considerou “incompatível” a manutenção da posse de armas de fogo por Bolsonaro enquanto ele cumpre pena criminal.

Ainda na sexta, porém, a defesa informou ao STF que duas armas da marca Caracal já haviam sido entregues em 2023, em cumprimento a uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da União).

Outras oito, segundo os advogados, estão acauteladas no Batalhão de Polícia do Exército. Na segunda, o Exército informou, porém, que duas armas não estão em posse do batalhão, mas que os demais itens foram entregues à Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Ainda na segunda, Moraes também determinou que a PF confirme se as duas armas da marca Caracal – um fuzil e uma pistola – mencionadas pela defesa estão, de fato, sob a guarda da corporação, conforme informado pelos advogados.

Além da entrega do arsenal, Moraes determinou na sexta a revogação do Certificado de Registro de CAC (Caçador, Atirador Desportivo e Colecionador) de Bolsonaro. As informações foram divulgadas pela CNN.